Laboratórios da ABIMOTA alargam valências após investimento de 400 mil euros
Águeda, 16 mai (Lusa) - Os mercados internacionais representam já 20 % da faturação dos Laboratórios de Ensaios (LEA) da ABIMOTA, que investiu 400 mil euros para alargar as suas valências, anunciou hoje aquela associação.
De acordo com a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (ABIMOTA), que dia 20 assinala o seu 20º aniversário, a instituição investiu cerca de 400 mil euros no último ano, afirmando-se como a única entidade certificada na Península Ibérica a testar e a apoiar o desenvolvimento e investigação de novos produtos nas áreas de bicicletas, componentes e capacetes.
A Associação tem vindo a apostar na reestruturação de serviços, com vista a apoiar as empresas nacionais "naquilo a que hoje se começa a organizar como a quarta revolução industrial", tendo adquirido novos equipamentos que alargam as suas valências, em resposta também aos mercados internacionais, nomeadamente os de Espanha, França e Brasil, que representam já 20% da faturação dos LEA.
Enquadrada no Projeto Mais Centro, que atingirá em 2014 um milhão de euros de investimento, comparticipado pelo QREN, a reestruturação dos serviços da associação compreende um novo banco de ensaios de bicicletas de terceira geração, o qual permite a certificação de produto enquadrada nas normas ISO que entram em vigor no próximo ano e o Laboratório de Materiais, que alarga as matérias-primas analisadas às que são usadas e testadas em novos produtos nas áreas da Mobilidade e do Habitat.
No dia 20, o aniversário será aproveitado pela ABIMOTA para apresentar a sua estratégia até 2020, onde assume um reposicionamento para responder às alterações nas indústrias que apoia, que assumem cada vez mais uma vocação exportadora, "o que requer uma antecipação das exigências futuras dos seus mercados".
O setor das bicicletas em Portugal aproxima-se dos 200 milhões de euros em exportações, pelo que uma das principais preocupações da associação é apoiar as empresas a adequar os seus produtos para os novos mercados em crescimento, nomeadamente os das bicicletas dobráveis e elétricas.
"Estes são os principais mercados em crescimento. Em França, entre 2012 e 2013, venderam-se mais 20% de bicicletas dobráveis e mais 17% de bicicletas elétricas. Na Alemanha, venderam-se 400 mil bicicletas elétricas em 2013, mais 100 mil que no ano anterior, pelo que as empresas nacionais têm de apostar neste género de produtos", justifica Paulo Rodrigues, secretário-geral da ABIMOTA.