Economia
Lages: Minimizar impacto negativo na economia dos Açores
Anunciada a redução do contingente norte-americano na base das Lages, nos Açores, os governos de Portugal e dos Estados Unidos tentam chegar a acordo em medidas que minimizem o impacto da diminuição drástica anunciada na economia local. Trabalhadores das Lages apelas a intervenção dos partidos em defesa da economia da região.
O Departamento de Defesa (o correspondente ao Ministério da Defesa em Portugal) comunicou na semana passada ao Governo português uma forte redução da presença militar que é assumida como sendo “basicamente definitiva”, ou seja sem possibilidade de reavaliação mas que necessita de “sérias discussões sobre o processo”.
O major Robert Firman, citado pela Lusa, afirma que cabe ao Governo português apresentar ao Departamento da Defesa norte-americano eventuais propostas para minimizar o impacto quer laboral quer económico negativo da redução. Recorde-se que os Estados Unidos preparam-se para reduzir o contingente dos atuais 800 militares, acompanhados por 600 familiares, para apenas 160 efetivos. No total, dos 790 empregos ocupados por portugueses na base norte-americana, 300 estão em risco. A isto acresce toda uma economia local direta ou indiretamente vocacionada para as operações na Base das Lages.A Base Aérea das Lajes, oficialmente designada como Base Aérea Nº 4 (BA4), é uma infraestrutura aeronáutica da Força Aérea Portuguesa. Está subordinada ao Comando da Zona Aérea dos Açores. Localiza-se na freguesia das Lajes, no concelho da Praia da Vitória, na parte nordeste da ilha Terceira, nos Açores. Distribui-se em cerca de 10 km², na parte central da planície do Ramo Grande e em boa parte da encosta da serra de Santiago, com pistas de aterragem e áreas de estacionamento. Tem ainda em anexo o molhe norte do porto da Praia da Vitória (Porto Militar), ao qual está ligada por uma estrada militar, além de instalações de telecomunicações e de armazenamento de combustíveis dispersas pela ilha, estas em boa parte hoje desativadas.
As negociações entre os dois executivos já decorrem e nos próximos dias o Executivo de Passos Coelho deverá anunciar os resultados do processo negocial que aliás decorrer desde o início do ano quando o ministro Aguiar Branco efetuou uma visita a Washington para se avistar com o secretário de Estado (equivalente norte americano a ministro) Leon Panetta.
No passado sábado, reagindo à decisão norte-americana de redução de contingente militar nas Lages, remeteu para uma tomada de posição por parte de Portugal que prometeu para breve não deixando de afirmar que “A redução decidida pelos Estados Unidos terá obviamente consequências", acrescentando que o Governo da República e o Governo Regional dos Açores devem articular-se para "reduzir o impacto da decisão do ponto de vista económico na Ilha Terceira, no concelho da Praia e no emprego".
O recém-eleito e empossado presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, veio esta segunda-feira afirmar que "os Estados Unidos têm a responsabilidade de criar as condições para que seja possível lidar com o impacto social e económico" de reduzir a presença na base das Lajes.
"Os Estados Unidos têm a responsabilidade de criarem as condições para que seja possível lidar com o impacto social e económico dessa decisão. Só este comportamento é que estará de acordo com o espírito do acordo de cooperação e defesa", declarou.
Nas negociações que ora decorrem, Portugal pretenderá o adiamento por um ano do processo de retirada dos militares norte-americanos, de 2013 para 2014 e que a dispensa dos cerca de 300 trabalhadores portugueses da base não se efetue de uma vez só mas que se reparta por vários blocos ao longo do tempo.
De acordo com fonte governamental portuguesa o interesse do executivo é apenas o de "nesta fase (…) tentar adiar e minimizar o impacto".
Trabalhadores esperam que partidos se mobilizem em defesa da economia regional
O presidente da comissão representativa dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, João Ormonde, acredita que poderá haver uma "mobilização completa" dos partidos políticos nos Açores em torno da defesa dos interesses da região.
"Ninguém pode ficar indiferente a isso, nem é tão pouco uma matéria que sirva para dirimir em termos político-partidários, de forma que acreditamos que haverá uma plataforma consensual a nível regional, que será muito importante para que depois façamos o Estado português ter em conta as nossas reais preocupações", frisou.
João Ormode salientou que a proteção do interesse do Estado português passa "pelos postos de trabalho, pelo impacto económico e eventualmente por outras valências que possam advir deste acordo bilateral".
João Ormonde informou ainda que a comissão representativa dos trabalhadores está a "procurar por todos os meios saber em pormenor este plano", tendo já agendado contactos com os representantes das comissões laboral e bilateral e com o comandante das Feusaçores, marcada para o dia 07 de dezembro.
"Já tivemos contactos com o comandante da Zona Aérea dos Açores na sexta-feira, que também não tinha rigorosamente nada que nos pudesse acrescentar", frisou.
O major Robert Firman, citado pela Lusa, afirma que cabe ao Governo português apresentar ao Departamento da Defesa norte-americano eventuais propostas para minimizar o impacto quer laboral quer económico negativo da redução. Recorde-se que os Estados Unidos preparam-se para reduzir o contingente dos atuais 800 militares, acompanhados por 600 familiares, para apenas 160 efetivos. No total, dos 790 empregos ocupados por portugueses na base norte-americana, 300 estão em risco. A isto acresce toda uma economia local direta ou indiretamente vocacionada para as operações na Base das Lages.A Base Aérea das Lajes, oficialmente designada como Base Aérea Nº 4 (BA4), é uma infraestrutura aeronáutica da Força Aérea Portuguesa. Está subordinada ao Comando da Zona Aérea dos Açores. Localiza-se na freguesia das Lajes, no concelho da Praia da Vitória, na parte nordeste da ilha Terceira, nos Açores. Distribui-se em cerca de 10 km², na parte central da planície do Ramo Grande e em boa parte da encosta da serra de Santiago, com pistas de aterragem e áreas de estacionamento. Tem ainda em anexo o molhe norte do porto da Praia da Vitória (Porto Militar), ao qual está ligada por uma estrada militar, além de instalações de telecomunicações e de armazenamento de combustíveis dispersas pela ilha, estas em boa parte hoje desativadas.
As negociações entre os dois executivos já decorrem e nos próximos dias o Executivo de Passos Coelho deverá anunciar os resultados do processo negocial que aliás decorrer desde o início do ano quando o ministro Aguiar Branco efetuou uma visita a Washington para se avistar com o secretário de Estado (equivalente norte americano a ministro) Leon Panetta.
No passado sábado, reagindo à decisão norte-americana de redução de contingente militar nas Lages, remeteu para uma tomada de posição por parte de Portugal que prometeu para breve não deixando de afirmar que “A redução decidida pelos Estados Unidos terá obviamente consequências", acrescentando que o Governo da República e o Governo Regional dos Açores devem articular-se para "reduzir o impacto da decisão do ponto de vista económico na Ilha Terceira, no concelho da Praia e no emprego".
O recém-eleito e empossado presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, veio esta segunda-feira afirmar que "os Estados Unidos têm a responsabilidade de criar as condições para que seja possível lidar com o impacto social e económico" de reduzir a presença na base das Lajes.
"Os Estados Unidos têm a responsabilidade de criarem as condições para que seja possível lidar com o impacto social e económico dessa decisão. Só este comportamento é que estará de acordo com o espírito do acordo de cooperação e defesa", declarou.
Nas negociações que ora decorrem, Portugal pretenderá o adiamento por um ano do processo de retirada dos militares norte-americanos, de 2013 para 2014 e que a dispensa dos cerca de 300 trabalhadores portugueses da base não se efetue de uma vez só mas que se reparta por vários blocos ao longo do tempo.
De acordo com fonte governamental portuguesa o interesse do executivo é apenas o de "nesta fase (…) tentar adiar e minimizar o impacto".
Trabalhadores esperam que partidos se mobilizem em defesa da economia regional
O presidente da comissão representativa dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, João Ormonde, acredita que poderá haver uma "mobilização completa" dos partidos políticos nos Açores em torno da defesa dos interesses da região.
"Ninguém pode ficar indiferente a isso, nem é tão pouco uma matéria que sirva para dirimir em termos político-partidários, de forma que acreditamos que haverá uma plataforma consensual a nível regional, que será muito importante para que depois façamos o Estado português ter em conta as nossas reais preocupações", frisou.
João Ormode salientou que a proteção do interesse do Estado português passa "pelos postos de trabalho, pelo impacto económico e eventualmente por outras valências que possam advir deste acordo bilateral".
João Ormonde informou ainda que a comissão representativa dos trabalhadores está a "procurar por todos os meios saber em pormenor este plano", tendo já agendado contactos com os representantes das comissões laboral e bilateral e com o comandante das Feusaçores, marcada para o dia 07 de dezembro.
"Já tivemos contactos com o comandante da Zona Aérea dos Açores na sexta-feira, que também não tinha rigorosamente nada que nos pudesse acrescentar", frisou.