CGTP-IN pediu veto a Seguro. Pacote laboral está "ferido de inconstitucionalidades"
À saída da reunião, Tiago Oliveira, secretário-geral da Intersindical, lembrando ainda que a CGTP considera este pacote laboral "um retrocesso", acrescentando que está também ferido de inconstitucionalidades, "principalmente pelo afastamento da CGTP", prometendo que os trabalhadores vão reagir.
"O governo tem de ouvir a maioria e retirar o pacote laboral porque essa á exigência dos trabalhadores", exigiu.
Montenegro. "UGT tem todas as condições para subscrever" o acordo sobre o pacote laboral
"A esperança é a última a morrer", afirmou aos jornalistas na residência ofial do primeiro-ministro, reconhecendo que a palavra cabe agora à União geral de Trabalhadores, que amanhã irá reunir o secretariado nacional da UGT para votar a versão final do pacote laboral.
"Objetivamente, a UGT tem todas as condições para subscrever um acordo tripartido, com o governo, e com os outros parceiros sociais", considerou, referindo que "só razões de natureza mais política" podem impedir a subscrição.
"Nós não temos uma negociação bilateral com a UGT", lembrou, referindo que a proposta em cima da mesa envolve outros interessados.
Além da UGT, as negociações envolvem outros parceiros sociais, incluindo "entidades empregadoras, vários setrores de atividade, a indústria, o comércio e os serviços, a agricultura, o turismo", referiu o primeiro-ministro.
Reforma laboral. Ventura acusa Governo de "má negociação"
André Ventura acusa o Executivo de má governação e má negociação por causa das alterações à lei do trabalho. E de não ser claro sobre o que pode vir a ser apresentado ao Parlamento, caso a UGT não aceite o acordo.
BE critica Seguro: "Devia cumprir o que prometeu e vetar o pacote"
O Bloco de Esquerda acusa o presidente da república de pressionar os parceiros sociais com as reuniões em Belém. José Manuel Pureza diz que António José Seguro devia chamar Luís Montenegro e informá-lo que vai vetar o pacote laboral.
Lei laboral. Ministra ainda acredita em acordo com UGT mas tem plano B à direita
São as últimas horas de pressão sobre a UGT para aprovar às alterações à lei do trabalho. Mas a ministra tem um plano B, que passa por aprovar o documento com os partidos à direita no Parlamento.
Não obstante, Rosário Palma Ramalho considerou que o processo negocial "durou o tempo que tinha que durar" e defendeu que as "muitíssimas aproximações do Governo (...) não desfiguram a reforma", afirmou.
Lei laboral. Presidente da República recebe parceiros sociais
O Presidente da República, António José Seguro, recebe esta quarta-feira em Belém os parceiros sociais, a começar pela CGTP-IN, na véspera de uma reunião do secretariado nacional da UGT para votar a versão final do pacote laboral. O encontro acontece depois de 50 reuniões sem acordo sobre o pacote laboral.
As audiências no Palácio de Belém começam às 15h30.