Lei laboral. Secretário-geral da UGT diz que "nada está fechado mas não estou confortável"

Reportagem

Lei laboral. Secretário-geral da UGT diz que "nada está fechado mas não estou confortável"

O Presidente da República, António José Seguro, recebe esta quarta-feira em Belém os parceiros sociais, a começar pela CGTP-IN, na véspera de uma reunião do secretariado nacional da UGT para votar a versão final do pacote laboral. O encontro acontece depois de mais de 50 reuniões sem acordo sobre o pacote laboral.

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Manuel de Almeida - Lusa

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PR recebeu parceiros da concertação social com acordo laboral em dúvida

O secretário-geral da UGT diz que não está confortável com a última versão do documento do governo sobre a reforma laboral. Declarações feitas no final do encontro com o Presidente da República.

António José Seguro recebeu hoje os parceiros sociais, um dia antes da UGT reunir o secretariado nacional e decidir se há ou não acordo de concertação social.
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Tem de "indicar o que pretende"
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CIP diz que "não vale a pena" continuar a negociar se UGT não disser o que quer

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, disse hoje que "não vale a pena" continuar a negociar um acordo sobre a reforma laboral se a UGT não avançar com "uma definição clara do que falta consensualizar".

O líder da CIP desafiou a UGT "a indicar quais são os pontos, e o que é que pretende" para chegar a um acordo final sobre a revisão da lei laboral que se arrasta desde julho de 2025.

O representante da CIP falava no final de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, sobre a proposta governamental de reforma do código do trabalho que entrou na sua reta final sem que os parceiros sociais tenham chegado a um entendimento.

"Estamos a falar de uma produtividade baixíssima. Para consensualizar 130 medidas, demorámos nove meses", adiantou Armindo Monteiro, considerando que a últma reunião tripartida entre Governo, patrões e sindicatos "não foi um avanço, foi um retrocesso".

Frisando que a negociação laboral "tem que terminar", o responsável admitiu, no entanto, que se a UGT "indicar quais são os pontos, e o que é que pretende", então a CIP "irá naturalmente olhar" para uma eventual nova proposta.

Armindo Monteiro admitiu que a última versão consensualizada da reforma laboral não é a proposta que gostaria que fosse, mas "é a proposta que permite manter um equilíbrio e a paz social".

Rejeitou que a reforma laboral "pretende tirar direitos aos trabalhadores", e acrescentou que "muito foi dito à volta daquilo que não é".

Por isso, anunciou a disponibilização da última versão da proposta laboral no site da CIP, para que "todos os portugueses possam saber do que estamos a falar".

Adiantou que a discussão laboral foi usada para "fins político-partidários" mas que, da parte da CIP, houve um "esforço genuíno, que provavelmente não vai ter sucesso".

"Estamos a defender a vida das empresas e de quem lá trabalha. Também gostava de ver essa preocupação do outro lado", disse ainda.

Para quinta-feira, está prevista uma reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT para decidir se a central sindical dá "luz verde" à proposta final de alterações à legislação laboral.

Lusa
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Comunicado da Presidência
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PR sempre desejou um "diálogo construtivo" sobre alterações às leis laborais

O presidente da República afirmou que as reuniões com os parceiros sociais serviram para conhecer em detalhe a posição de cada um sobre a possível alteração das leis laborais, sublinhando que sempre desejou um "diálogo construtivo".

Segundo uma nota publicada no "site" da Presidência da República, o objetivo das reuniões, individuais, foi "abordar os novos desafios para a economia e o funcionamento do mercado de trabalho, que exigem sinergias além de uma reflexão atempada e concertada".

"As audições serviram também para o presidente da República conhecer, em detalhe, a posição de cada um dos parceiros sociais sobre a possível alteração das leis laborais, processo que decorre há nove meses e no qual o presidente sempre manifestou o desejo de todas as partes se disponibilizarem para um diálogo construtivo", colocando os interesses do país em primeiro lugar, lê-se, na nota.

Entre outros temas, refere a nota, foram tratados o "desajustamento das qualificações dos jovens face ao mercado de trabalho", a "transformação motivada pela inteligência artificial", a "plataformização do trabalho à escala global", a fixação e atração de jovens portugueses, a desigualdade salarial entre homens e mulheres e o "aumento da competitividade das empresas portuguesas num mercado internacional em constante mutação e o crescimento salarial".

Lusa
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Lusa /

CTP desafia UGT a dizer se está disponível para um acordo na reforma laboral

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, disse hoje que está disponível para voltar à mesa das negociações laborais "desde que haja algo concreto" e que "a UGT diga o que está disponível para fazer".

O líder das empresas de turismo desafiou o secretário-geral da UGT "a ser claro e a dizer se a UGT está ou não está em condições de assinar um acordo".

"Eu acho que não. Era mais simples dizê-lo", afirmou no final de uma audiência com o Presidente da República, em Lisboa, acrescentando: se a central sindical "não está em condições, então não vale a pena continuarmos".

"Tem de haver um basta. Não estamos a progredir", disse ainda.

O representante da CTP falava no final de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, sobre a proposta governamental de reforma do Código do Trabalho que entrou na sua reta final sem que os parceiros sociais tenham chegado a um entendimento.

Francisco Calheiros notou que as negociações foram encerradas "já por duas vezes" e que, apesar disso, as partes voltaram à mesa para negociar. Mas agora, "para voltar à mesa é preciso que haja novidades".

"Sabemos exatamente quais são os pontos [por acordar], e ainda são bastantes", acrescentou.

O líder da CTP notou ainda que não houve "da parte da UGT qualquer cedência, mas da parte do Governo e dos empregadores houve bastantes".

Exemplificou com a norma sobre os contratos a prazo, cuja duração se mantém na última versão da proposta.

Francisco Calheiros disse ainda que explicou ao Presidente da República o impacto no turismo causado pela conflitualidade a nível mundial, nomeadamente ao nível dos cancelamentos das companhias aéreas.

"Mais de 90% dos nossos turistas chegam por via aérea. Esperamos que isto tudo seja ultrapassado rapidamente", disse.

Calheiros lamentou ainda as "filas no aeroporto, um péssimo cartão de visita para os turistas".

Para quinta-feira, está prevista uma reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT para decidir se a central sindical dá "luz verde" à proposta final de alterações à legislação laboral.

O anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado "Trabalho XXI", foi apresentado pelo Governo em 24 de julho de 2025 para permitir uma revisão "profunda" da lei laboral, ao contemplar mais de 100 alterações ao Código de Trabalho.

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Lusa /

CCP duvida que se consiga "adiantar muito mais" na negociação da reforma laboral

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) disse hoje que gostaria que "a UGT subscrevesse o acordo", mas admitiu que talvez "não se consiga adiantar muito mais em futuras discussões" sobre a reforma laboral.

"Não vejo que possamos ir muito mais à frente", disse João Vieira Lopes, embora tenha declarado que a confederação estará "sempre à espera de ver que contrapropostas podem aparecer".

O representante da CCP falava no final de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, em Lisboa, sobre a proposta governamental de reforma do Código do Trabalho que entrou na sua reta final sem que os parceiros sociais tenham chegado a um entendimento.

Vieira Lopes reconheceu que houve "um esforço" de todos para ajustar a proposta inicial do executivo a "algumas das preocupações dos sindicatos", tornando a proposta atual "melhor do que a versão inicial do Governo".

Sobre a intenção do Governo de entregar a proposta de revisão da lei laboral ao parlamento, o presidente da CCP declarou não saber se o diploma vai incorporar ou não "as questões discutidas ao longo destes meses".

Para quinta-feira, está prevista uma reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT para decidir se a central sindical dá "luz verde" à proposta final de alterações à legislação laboral.

O anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado "Trabalho XXI", foi apresentado pelo Governo em 24 de julho de 2025 para permitir uma revisão "profunda" da lei laboral, ao contemplar mais de 100 alterações ao Código de Trabalho.

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Secretário-geral da UGT. "Nada está fechado mas não estou confortável"

Mário Mourão, secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), respondeu "não", à pergunta se está confortável com o pacote negociado e que a ministra do Trabalho considerou encerrado. Mas, acrescentou, "nada está fechado". 

À saída da reunião com António José Seguro, no Palácio de Belém, Mário Mourão revelou ver sinais, sem especificar quais, de que a última palavra do Governo sobre a nova legislação ainda pode mudar.

Aos jornalistas, admitiu ter "indicações de que o Governo continua disponível para fazer aproximações", afirmando que "a UGT continua disponível e aberta" para negociar a proposta de reforma laboral. 

"A UGT nunca fechou nenhuma porta", referiu, defendendo que a estrutura sindical está "sempre aberta a alterações" à nova legislação que venham ao encontro das suas propostas.

Referiu também que foi entregue a António José Seguro "um dossier de tudo o que tem sido estas negociações"que duram há nove meses.

O presidente "apelou ao diálogo e à negociação", preocupações que "acolhemos" e "registamos", acrescentou.

Esta quinta-feira, o secretariado-geral da UGT irá apreciar a "última versão" das negociações e "provavelmente irá haver uma conclusão", acrescentou Mário Mourão, sem comprometer a decisão.

António José Seguro questionou ainda a UGT sobre medidas para fazer face ao impacto da IA nos vários setores e para minorar a diferença salarial entre homens e mulheres que inda permanece. 
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CAP. O pacote laboral é um documento consensualizado, "equilibrado" e de "meio termo"

Álvaro Mendonça e Moura, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), considerou à saída de uma reunião com António José Seguro, no Palácio de Belém, sobre o Pacote Laboral, que "este documento é um meio termo", uma concensualização entre diversos interesses, do Governo, da UGT e dos patrões.

Referindo o equilíbrio alcançado, espera que a legislação seja subscrita mas, se não houver acordo, o presidente da CAP espera que, haja acordo entre os partidos no Parlamento.

Mendonça e Moura falou ainda com António José Seguro sobre o que é necessário para aumentar a competitividade da Economia, abordando igualmente o atraso nos apoios para ultrapassar os estragos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro.

Conversou também sobre a subida de preços dos cumbustíveis, nomeadamente do gasóleo para a agricultura, comparando com as medidas adotadas em Espanha para apoiar os agricultores.


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CGTP-IN pediu veto a Seguro. Pacote laboral está "ferido de inconstitucionalidades"

A CGTP-IN transmitiu a António José Seguro a sua posição, que tem vindo a assumir, de que o presidente da República devia optar pelo "veto" à nova legislação laboral, caso não houvesse acordo na concertação social.

À saída da reunião, Tiago Oliveira, secretário-geral da Intersindical, lembrando ainda que a CGTP considera este pacote laboral "um retrocesso", acrescentando que está também ferido de inconstitucionalidades, "principalmente pelo afastamento da CGTP", prometendo que os trabalhadores vão reagir.

"O governo tem de ouvir a maioria e tem de retirar o pacote laboral porque essa á exigência dos trabalhadores", exigiu.
Tiago Oliveira lembrou que "a maioria dos trabalhadores se pronunciaram no sentido de rejeitar" a proposta de alterações do executivo, numa alusão à greve geral de 11 de dezembro.

"Não há por onde fugir", afirmou, acusando o Governo de ser "inimigo dos trabalhadores" porque, "de forma ilegítima, quer continuar a trilhar este percurso, indo ao arrepio da vontade dos trabalhadores".

Ao presidente da República, a delegação da CGTP liderada por Tiago Oliveira denunciou a tentativa do Governo em afastar a central sindical do processo, contra o disposto na Constituição que, como referiu, determina que "cabe às associações sindicais participar na construção da legislação laboral".

"Quando este Governo afasta a maior central sindical do país da construção deste processo, porque não quer discutir as propostas com os trabalhadores, está aqui um processo que está ferido desde o início", disse ainda. 

c/Lusa
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Montenegro. "UGT tem todas as condições para subscrever" o acordo sobre o pacote laboral

À saída de um encontro com a Prémio Nobel da Paz, Corina Machado, Luís Montenegro comentou as negociações em torno do pacote laboral, frisando que a escolha é entre "estagnar" e "avançar" e que "só razões políticas podem impedir o acordo".

"A esperança é a última a morrer", afirmou aos jornalistas na residência oficial do primeiro-ministro, reconhecendo que a palavra cabe agora à União Geral de Trabalhadores, que amanhã irá reunir o secretariado nacional para votar a versão final do pacote laboral.

"Objetivamente, a UGT tem todas as condições para subscrever um acordo tripartido, com o governo e com os outros parceiros sociais".

"Nós não temos uma negociação bilateral com a UGT", lembrou, referindo que a proposta em cima da mesa envolve outros interessados.

Além da UGT, as negociações envolvem outros parceiros sociais, incluindo "entidades empregadoras, vários setrores de atividade, a indústria, o comércio e os serviços, a agricultura, o turismo", referiu o primeiro-ministro.

Nos últimos 10 meses "foram concensualizadas 138 alterações", lembrou ainda. 

"Queremos estagnar ou queremos avançar? É essa a expectativa que tenho sobre a reflexão de todos os parceiros e, em particular, da UGT", desafiou o primeiro-ministro.
c/Lusa
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Aprovação "era bom sinal"
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José Luís Carneiro considera difícil UGT aprovar alterações às leis laborais

O secretário-geral do PS diz ser difícil que UGT venha a aprovar as alterações à legislação laboral tendo em conta a "forma como o Governo tem encarado o assunto".

Em entrevista à agência Lusa, o líder do PS não se mostrou confiante que a central sindical venha a aprovar a proposta do Governo para mudar as leis laborais, decisão que será tomada na quinta-feira na reunião do secretariado nacional da UGT.

"À luz do posicionamento da própria ministra [do trabalho] e das declarações públicas e da forma como o Governo tem encarado o assunto, parece-me difícil. Mas, como digo, quando as pessoas querem, as coisas acontecem", respondeu.

Na perspetiva de José Luís Carneiro, se a central sindical viesse a aprovar estas alterações "era bom sinal".

"Era sinal que tinha havido ajustamento de posições, nomeadamente as posições do Governo. Mas não me parece, pela expressão pública que eu ouvi do secretário executivo e também da parte de um respeitado dirigente sindical, o Sérgio Monte, vejo que o ponto de situação não é o ponto adequado a haver um acordo", apontou.

Considerando que é preciso esperar "pelo fim do diálogo", o secretário-geral do PS lembrou que hoje mesmo o Presidente da República está a receber os parceiros sociais.

"Até ao último minuto há sempre que ter a expectativa de que possa haver um entendimento que significaria o Governo abdicar de alguns dos pilares que trouxe para a negociação", enfatizou.

Depois de ouvir vários empresários, Carneiro considerou que "dá a ideia que ninguém pediu ao Governo que avançasse com esta legislação".

"Porque é que o Governo avança com uma proposta de legislação que não levou às eleições, nem no programa eleitoral, nem na campanha eleitoral (...). Portanto, se havia uma intenção e não foi assumida em campanha eleitoral, então houve uma intenção de esconder das pessoas e isso é pior, porque quebra o vínculo de confiança dos cidadãos com o primeiro-ministro e com o Governo", criticou.

Pela parte do PS, o líder do partido reiterou que haverá sempre disponibilidade "para dialogar, discutir e construir soluções que permitam adaptar a economia e as empresas portuguesas" ao qual contexto.

"Para que é que nós não estamos disponíveis? Não estamos disponíveis para lançar os trabalhadores na precariedade, particularmente os trabalhadores mais jovens, para desproteger as famílias no que respeita à compatibilização da vida pessoal, da vida profissional com a vida familiar. E não estamos disponíveis também para promover o emprego informal e a economia informal", avisou.

Lusa
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Reforma laboral. Ventura acusa Governo de "má negociação"

André Ventura acusa o Executivo de má governação e má negociação por causa das alterações à lei do trabalho. E de não ser claro sobre o que pode vir a ser apresentado ao Parlamento, caso a UGT não aceite o acordo.

Ventura diz que o Governo não pode pôr o ónus da aprovação desta reforma em cima do Chega e que o partido não está no Parlamento só para dizer sim à AD.
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BE critica Seguro: "Devia cumprir o que prometeu e vetar o pacote"

O Bloco de Esquerda acusa o presidente da república de pressionar os parceiros sociais com as reuniões em Belém. José Manuel Pureza diz que António José Seguro devia chamar Luís Montenegro e informá-lo que vai vetar o pacote laboral.

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Lei laboral. Ministra ainda acredita em acordo com UGT mas tem plano B à direita

São as últimas horas de pressão sobre a UGT para aprovar às alterações à lei do trabalho. Mas a ministra tem um plano B, que passa por aprovar o documento com os partidos à direita no Parlamento.

Miguel A. Lopes - Lusa

O Governo pretende enviar, em breve, a proposta de reforma laboral para o Parlamento. As alterações continuam a não convencer o PS. Resta negociar à direita, que também critica o documento.

A ministra esteve a ser ouvida esta manhã no Parlamento. Durante a audição regimental na Assembleia da República, a ministra do Trabalho disse que o processo negocial sobre as alterações à legislação laboral "teve vários episódios que impediram o seu processamento normal", nomeadamente "declaração de greves" ou a discussão do Orçamento do Estado.

Não obstante, Rosário Palma Ramalho considerou que o processo negocial "durou o tempo que tinha que durar" e defendeu que as "muitíssimas aproximações do Governo (...) não desfiguram a reforma", afirmou.

Da manhã, entende-se que as posições pouco ou nada mudaram.

Esta tarde, o Presidente da República recebe em audiência os parceiros sociais.
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Lei laboral. Presidente da República recebe parceiros sociais

O Presidente da República, António José Seguro, recebe esta quarta-feira em Belém os parceiros sociais, a começar pela CGTP-IN, na véspera de uma reunião do secretariado nacional da UGT para votar a versão final do pacote laboral. O encontro acontece depois de 50 reuniões sem acordo sobre o pacote laboral.

Lusa

Depois de a UGT ter rejeitado uma das versões apresentadas pelo executivo, o Presidente da República tinha pedido que o diálogo não fosse esgotado e prometeu que será "sempre coerente" com as declarações feitas em campanha, quando disse que, sem acordo na Concertação Social, vetaria esta reforma.

A proposta do Governo para alterar a legislação laboral ainda não reúne consenso na Concertação Social e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou, no debate quinzenal, importante esse acordo entre parceiros sociais antes de um diploma chegar ao parlamento, mas frisou que o Governo vai apresentar em qualquer cenário uma proposta de lei.

Esta terça-feira, a ministra do Trabalho afirmou ter esperança na aprovação das medidas por parte da UGT, deixando críticas à CGTP. No entanto, afirma que, caso não haja acordo, as medidas serão levadas ao Parlamento, incorporando as sugestões dos parceiros que o executivo considere “úteis”.

As audiências no Palácio de Belém começam às 15h30.
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