Leilões confirmam deterioração das condições de financiamento após rejeição do PEC
Porto, 20 abr (Lusa) -- O ministério das Finanças defendeu hoje que "as operações de emissão de dívida que hoje decorreram confirmam a deterioração das condições de financiamento provocada pela rejeição do PEC, tanto ao nível das taxas praticadas, como da procura externa".
O Estado português colocou hoje no mercado mil milhões de euros em dois leilões de Bilhetes do Tesouro com maturidade a três meses e sete meses, tendo pago juros mais altos do que no último leilão.
Em declarações à Lusa, o ministério de Teixeira dos Santos disse que "o facto de Portugal ter vendido mil milhões de euros, o objetivo máximo, e de a procura ter sido o dobro da oferta, não tendo nada mais a acrescentar ao que já havia sido dito a propósito do último leilão, ou seja, que as operações de emissão de dívida que hoje decorreram confirmam a deterioração das condições de financiamento provocada pela rejeição do PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento], tanto ao nível das taxas praticadas, como da procura externa".