Economia
Ligação ferroviária Porto-Vigo vai aproveitar linha até Braga
A transformação da ligação ferroviária entre Porto e Vigo para alta velocidade será feita em duas fases e aproveitará a actual linha que liga o Porto a Braga, revelam as orientações estratégicas para o sector ferroviário, que serão apresentadas sábado.
As Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário 2006- 2015, a que a agência Lusa teve acesso, serão apresentadas pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a 28 de Outubro, no Parque das Nações, em Lisboa, por ocasião dos 150 anos do transporte ferroviário em Portugal.
A solução prevista para a ligação Porto-Vigo, que não consta do cronograma das principais acções de desenvolver pela Refer e pela Rave, prevê que sejam feitas intervenções que valorizem a actual ligação Porto-Nine-Braga, especificamente no troço Contumil-Ermesinde e na Trofa.
A ligação será completada com a construção, de raiz, de um troço a ligar Braga e Valença, com recurso a travessas polivalentes, permitindo uma futura mudança de bitola (distância entre os carris) a negociar entre Portugal e Espanha, que usam medidas diferentes.
No documento, a ligação ferroviária entre o Porto e Vigo está prevista, mas não são apontados prazos para a conclusão das obras e não é referido qual vai ser o seu custo.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, disse em Braga, a 20 de Outubro, que o início da construção da linha férrea de alta velocidade entre o Porto e Vigo, prevista para 2009/10, poderá ser antecipada, permitindo que a sua conclusão "antes de 2015", a data inicialmente prevista pelos governos de Espanha e Portugal.
"Há um estudo em conclusão que aponta para a viabilidade económico-financeira do projecto, quer em termos de transporte de passageiros e mercadorias quer de desenvolvimento regional, o que permite antecipar o arranque da obra", adiantou a governante, na altura.
Ana Paula Vitorino sublinhou, também, que o comboio Porto-Vigo terá uma velocidade inferior à dos TGV, entre 220 e 250 quilómetros/hora, facto que simplifica o custo e as exigências de construção, quer da linha férrea quer de viadutos e túneis, como assinalou.
"Com a geografia desta região, o TGV obrigaria a grandes viadutos e túneis e a carris com características próprias", salientou, na altura.
As orientações estratégicas estipulam que a ligação de alta velocidade entre o Porto e Vigo seja destinada a tráfego misto, de passageiros e mercadorias.
Referem, também, que todas as características técnicas da nova ligação sejam ajustadas ao objectivo de um tempo de percurso de 60 minutos, na ligação directa.
No documento é apontado ainda que a variante da Trofa, na linha do Minho, é um dos investimentos considerados indispensáveis para permitir que a viagem entre Porto e Vigo se faça em 60 minutos.
A variante da Trofa, dizem as orientações estratégicas, visa melhorar as condições operacionais da linha do Minho e permitir "cumprir o tempo de percurso fixado como objectivo para a ligação Porto-Vigo".
A solução prevista para a ligação Porto-Vigo, que não consta do cronograma das principais acções de desenvolver pela Refer e pela Rave, prevê que sejam feitas intervenções que valorizem a actual ligação Porto-Nine-Braga, especificamente no troço Contumil-Ermesinde e na Trofa.
A ligação será completada com a construção, de raiz, de um troço a ligar Braga e Valença, com recurso a travessas polivalentes, permitindo uma futura mudança de bitola (distância entre os carris) a negociar entre Portugal e Espanha, que usam medidas diferentes.
No documento, a ligação ferroviária entre o Porto e Vigo está prevista, mas não são apontados prazos para a conclusão das obras e não é referido qual vai ser o seu custo.
A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, disse em Braga, a 20 de Outubro, que o início da construção da linha férrea de alta velocidade entre o Porto e Vigo, prevista para 2009/10, poderá ser antecipada, permitindo que a sua conclusão "antes de 2015", a data inicialmente prevista pelos governos de Espanha e Portugal.
"Há um estudo em conclusão que aponta para a viabilidade económico-financeira do projecto, quer em termos de transporte de passageiros e mercadorias quer de desenvolvimento regional, o que permite antecipar o arranque da obra", adiantou a governante, na altura.
Ana Paula Vitorino sublinhou, também, que o comboio Porto-Vigo terá uma velocidade inferior à dos TGV, entre 220 e 250 quilómetros/hora, facto que simplifica o custo e as exigências de construção, quer da linha férrea quer de viadutos e túneis, como assinalou.
"Com a geografia desta região, o TGV obrigaria a grandes viadutos e túneis e a carris com características próprias", salientou, na altura.
As orientações estratégicas estipulam que a ligação de alta velocidade entre o Porto e Vigo seja destinada a tráfego misto, de passageiros e mercadorias.
Referem, também, que todas as características técnicas da nova ligação sejam ajustadas ao objectivo de um tempo de percurso de 60 minutos, na ligação directa.
No documento é apontado ainda que a variante da Trofa, na linha do Minho, é um dos investimentos considerados indispensáveis para permitir que a viagem entre Porto e Vigo se faça em 60 minutos.
A variante da Trofa, dizem as orientações estratégicas, visa melhorar as condições operacionais da linha do Minho e permitir "cumprir o tempo de percurso fixado como objectivo para a ligação Porto-Vigo".