Linha de Leixões transportou quase 600 mil passageiros no primeiro ano da reabertura
A Linha de Leixões, circular ferroviária do Porto que reabriu a passageiros em 09 de fevereiro do ano passado, transportou 598.770 passageiros no primeiro ano de operação, divulgou hoje a CP - Comboios de Portugal à Lusa.
"Entre 09 de fevereiro de 2025 e 09 de fevereiro de 2026, foram transportados, na Linha de Leixões, 598.770 passageiros", pode ler-se numa resposta de fonte oficial da CP à Lusa.
De acordo com os números da transportadora, a estação que registou mais validações foi Campanhã, com 356.041, seguida do novo apeadeiro do Hospital São João, criado especificamente para a reabertura do serviço, com 84.661 validações.
Segue-se a estação de São Gemil, na Maia, com 51.740 validações, Leça do Balio, em Matosinhos, com 32.376, São Mamede de Infesta, também em Matosinhos, com 31.296, e, por fim, o novo apeadeiro de Arroteia, junto à Efacec, com 21.497, e Contumil, no Porto, com 21.159 validações.
"A média de validações por dia útil mais elevada foi em outubro de 2025, com 2.424 validações. A média mais reduzida foi registada em maio de 2025, 1.628 validações", refere também a CP nas respostas enviadas à Lusa.
Quanto à distribuição por mês, em outubro, mês onde tipicamente se regista maior afluência aos transportes públicos, registou-se um recorde de 62.262 validações, seguindo-se março (58.035), setembro (53.010), novembro (52.527), julho (51.877), abril (49.818), janeiro (47.549), junho (46.834), agosto (42.736), maio (41.607), dezembro (40.318), fevereiro de 2025 (a partir de dia 09, 38.992) e fevereiro de 2026 (até dia 09, 13.205).
Em 09 de fevereiro de 2025, o serviço de passageiros regressou à circular ferroviária do Porto com comboios diretos entre Ovar e Leça do Balio, sem necessidade de mudança em Porto-Campanhã, bem como comboios entre Porto-Campanhã e Leça do Balio.
O serviço liga Campanhã ao Hospital São João, no Porto, em 11 minutos (ou 18, em certos horários), e no total do percurso reaberto - entre Leça do Balio e Campanhã - estão previstos tempos de viagem entre os 19 minutos e os 27 minutos, dependendo dos horários.
Dentro desse percurso, destacam-se as ligações ao metro nas estações do Hospital São João, Contumil e Porto Campanhã, ainda que obrigando a algum tempo de percurso a pé entre os diferentes meios de transporte.
O protocolo para a reabertura do serviço foi assinado entre a CP, IP e Câmara de Matosinhos em março de 2024, ainda homologado pelo antigo secretário de Estado Adjunto e das Infraestruturas, Frederico Francisco. O serviço já foi inaugurado pelo atual ministro Miguel Pinto Luz.
A Linha de Leixões também está ligada às linhas do Douro e Minho em Ermesinde, mas essa ligação não foi contemplada na reabertura do serviço, bem como o serviço de passageiros na totalidade até Leixões (Senhor de Matosinhos), sendo a respetiva ligação ao metro, STCP, futuro metrobus e rede Unir estudada numa segunda fase.
Numa segunda fase do projeto, para a CP, segundo um vídeo apresentado em 2023, depois "devem ser considerados o apeadeiro de Guifões e a estação terminal de Leixões", mas no gráfico apresentado é possível ver o apeadeiro de Custió-Araújo (próxima às estações de metro da Linha Verde para a Maia).
De fora fica uma interligação ao Metro do Porto com o canal da Linha Vermelha, que vai até à Póvoa de Varzim, e da Linha Violeta, que serve o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
O projeto também não prevê qualquer ramal de ligação da própria Linha de Leixões ao aeroporto, que fica a cerca de dois quilómetros de distância.
Com a "procura estabilizada", a CP previa uma procura de 1,6 milhões de passageiros por ano (502 mil passageiros por ano para Campanhã, 24,5 mil para Contumil, 123 mil para São Gemil, 444 mil para o Hospital São João, 132 mil para São Mamede de Infesta, 115 mil para a Arroteia e 49 mil em Leça do Balio).
O serviço de passageiros na Linha de Leixões foi interrompido em 2011, após reabertura em 2009 a partir de Ermesinde sem bilhética Andante.