Lone Star expressa satisfação com acordo alcançado para a compra do Novo Banco

Os responsáveis do fundo de investimento Lone Star indicam estar satisfeitos com o acordo assinado na sexta-feira com o Fundo de Resolução. Em nota enviada às redações, a Lone Star diz acreditar “no futuro da economia portuguesa” e reconhece o papel do Novo Banco no apoio às pequenas e médias empresas.

RTP /
Pedro Nunes - Reuters

“Aguardamos com expetativa trabalhar com as autoridades portuguesas, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia de modo a assegurar que todas as condições são alcançadas nos próximos meses”, indica o presidente do Lone Star para a Europa, citado no comunicado.

Olivier Brahim indica que o fundo Lone Star acredita “no futuro da economia portuguesa” e reconhece “a força e a relevância única do Novo Banco no apoio às pequenas e médias empresas”.

“Este acordo é um passo significativo no sentido de dotar o Novo Banco do capital, recursos e experiência necessários para assegurar que o banco permanece um forte pilar do sector bancário português, focado no mercado doméstico”, acrescenta o mesmo responsável.
"Experiência relevante" com bancos

A nota inclui ainda alguma informação sobre o fundo que ficará com 75 por cento do capital do banco que resultou do colapso do Banco Espírito Santo. Para além de alguns dados que dizem respeito à história do fundo e às suas operações, a Lone Star destaca ter “experiência relevante na aquisição e gestão de bancos”.

“Estas aquisições incluíram instituições financeiras europeias com necessidades de reestruturação, tais como o AHBR (mais tarde renomeado Corealcredit) e o IKB, indica a Lone Star.

“Ambos os bancos foram confiados ao Lone Star pelo governo alemão e pelo Fundo Alemão de Proteção de Depósitos para serem reestruturados e voltarem a ser lucrativos de forma sustentável”, acresce ainda.
Lone Star fica com 75% do banco

O comunicado enviado este sábado às redações é a primeira reação pública da Lone Star depois da oficialização da compra do Novo Banco. Na sexta-feira, o Banco de Portugal anunciou o fim das negociações, explicando que tinha sido já assinado o contrato de venda aos norte-americanos.

O Novo Banco parte para mãos privadas, mas 25 por cento permanece com o Fundo de Resolução, que presta ainda uma garantia sobre os ativos tóxicos no valor de 3,9 milhões de euros. António Costa garante no entanto que não haverá mais custos para os contribuintes, apesar da desconfiança dos restantes partidos.

A Lone Star compromete-se a injetar de imediato 750 milhões de euros para reforço de capital. Num espaço de três anos, deverá a injetar mais 250 milhões de euros. Não há lugar ao pagamento de qualquer valor ao Fundo de Resolução.

O fundo norte-americano fica com 75 por cento do capital do banco. O contrato prevê que o fundo só possa vender a sua participação três anos após a assinatura do contrato.
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