Lucro da REN aumenta 3,4% para 71MEuro no primeiro semestre

Lisboa, 31 jul (Lusa) -- A REN fechou o primeiro semestre com um lucro de 70,6 milhões de euros, um crescimento de 3,4 por cento em relação ao período homólogo do ano passado, anunciou hoje a gestora das redes energéticas nacionais.

Lusa /

A empresa liderada por Rui Cartaxo registou uma melhoria significativa do EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações), de 11,1 por cento, para 261,7 milhões de euros.

A melhoria do resultado operacional é resultado do crescimento da base de ativos regulados, da subida da taxa ponderada de remuneração dos mesmos e de ganhos de eficiência ao nível dos custos operacionais, explicou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM).

Já o resultado financeiro registou um agravamento de 45,3 por cento nos primeiros seis meses de 2012, face ao período homólogo, sendo negativo em 67,2 milhões de euros, influenciado pelo aumento do valor da dívida e do custo médio de financiamento, que passou de 4,4 por cento para 5,6 por cento.

"A contribuir negativamente esteve o `repricing` das obrigações REN 2013, em dezembro de 2011, em virtude das perdas de `rating` sofridas por Portugal ao longo de 2011", acrescenta a empresa.

Até junho, o investimento da REN caiu 46,4 por cento face ao período homólogo, para 74,9 milhões de euros, sendo que o custo de grande parte do investimento realizado apenas se refletirá nas contas dos próximos trimestres.

No mesmo período, a dívida líquida da gestora das redes energéticas aumentou 6,7 por cento para 2.452 milhões de euros, o que em parte resultou do pagamento de cerca de 90,2 milhões de euros em dividendos aos acionistas.

O segundo trimestre de 2012 foi o primeiro da empresa com a nova estrutura acionista, que integra os chineses da State Grid e os árabes da Oman Oil Company, que adquiriram 25 e 15 por cento da REN ao Estado português, respetivamente.

Já depois do final do semestre, a 03 de julho, a REN conclui a compra de 7,5 por cento do capital social da Hidroelétrica de Cahora Bassa, em Moçambique, por 38,4 milhões de euros, um mercado onde a empresa liderada por Rui Cartaxo deverá reforçar a atividade, em parceria com o acionista State Grid.

Os títulos da REN desvalorizaram 1,30 por cento na sessão de hoje para 1,98 euros.

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