Lucro do BPI cai 7% para 363 milhões de euros até setembro
O BPI registou uma quebra de 7% nos lucros dos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período de 2025, com o resultado a cair para 363 milhões de euros, de acordo com as contas divulgadas hoje.
Segundo explica o banco, em comunicado, esta redução é explicada por dois efeitos não recorrentes.
Por um lado, no período homólogo de 2025, registou-se "um ganho com reversão das contribuições do Adicional de Solidariedade sobre o Sector Bancário pagas em exercícios passados (18 ME)". Por outro, em junho de 2026, verificou-se a reclassificação contabilística da participação no BCI1 com um impacto negativo de 35 milhões de euros.
Na apresentação de resultados, realizada hoje em Lisboa, o presidente executivo (CEO) do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, salientou que estes primeiros nove meses "caracterizaram-se por um crescimento do negócio em todas as áreas e principalmente nas áreas mais importantes, como seja o crédito à habitação, crédito a empresas e a poupança de médio e longo prazo".
O CEO do banco destacou ainda um programa de rejuvenescimento do banco com a contratação de cerca de 220 jovens e um programa de formação em inteligência artificial a todos os colaboradores que irá ocorrer até meados do próximo ano.
Nesta apresentação foi ainda anunciado o lançamento, este mês, de uma nova aplicação e também novos planos de contas, incluindo uma conta gratuita e dois planos apelidados de Valor e Mais.