Lucro dos CTT cai 41,6% no 1.º semestre para 12,9 milhões
Nos primeiros seis meses do ano, as receitas subiram 12,9%, para 674,3 milhões de euros.
O lucro dos CTT caiu no primeiro semestre 41,6%, face a igual período de 2025, para 12,9 milhões de euros, influenciado pela redução do resultado EBIT e pela evolução dos resultados financeiros, anunciaram hoje os Correios.
"A evolução do resultado líquido consolidado no primeiro semestre de 2026 quando comparada com o primeiro semestre de 2025 foi influenciada sobretudo por uma redução do EBIT (-6,3 milhões de euros) e pela evolução dos resultados financeiros (-1,4 milhões de euros)", justifica a empresa.
Nos primeiros seis meses do ano, as receitas subiram 12,9% para 674,3 milhões de euros.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou 3% para 84,1 milhões de euros.
Em comunicado, os CTT adiantam que o desempenho positivo das receitas refletiu o "crescimento contínuo e sustentado das soluções de comércio eletrónico (+22,3% homólogos em termos orgânicos e +29,6% incluindo o efeito da consolidação da Cacesa e da DHL Parcel Portugal)".
Contaram ainda com o "aumento do tráfego CEP [Correio, Expresso e Encomendas] a traduzir-se integralmente em crescimento de receitas", o crescimento do Banco CTT (+8,1%), sustentado pelo aumento dos clientes "e maior envolvimento com estes e pelo forte dinamismo ao nível do crédito" e "pelo aumento significativo da colocação de dívida pública e o contínuo crescimento da área de Soluções Empresariais e Pagamentos", salientam os CTT.
No que diz respeito às soluções de comércio eletrónico, estas "mantiveram uma trajetória de crescimento robusta, sustentada pela evolução favorável do mercado de e-commerce e pelo reforço da presença dos CTT ao longo da cadeia logística ibérica".
Assim, os rendimentos operacionais subiram 25,2% no segundo trimestre, para 179,4 milhões de euros, e no semestre totalizaram 343,6 milhões de euros, um aumento homólogo de 29,6%.
Entre janeiro e junho, "a atividade de CEP continuou a evidenciar um forte dinamismo, com o tráfego a atingir 83,8 milhões de objetos, correspondendo a um aumento de 19,4%" homólogos, em base comparável.
Nos últimos 12 meses terminados em junho, o tráfego alcançou 170,4 milhões de objetos.
Já as receitas de atividades não CEP, as quais são essencialmente atividades relativas ao desalfandegamento, alcançaram, no segundo trimestre 28 milhões de euros, um aumento homólogo de 11,6%, "incluindo o efeito da consolidação da Cacesa a partir de 1 de maio de 2025".
Contudo, "ajustando por este efeito", ou seja, "considerando os rendimentos operacionais da Cacesa em abril de 2025, os rendimentos operacionais relativos a atividades não CEP teriam caído 18,3%" homólogos, o que resulta de "uma deterioração do desempenho" face aos primeiros três meses do ano, onde se registou um recuo orgânico de 5% homólogos.
"Esta queda reflete a instabilidade verificada no mercado no âmbito da preparação e adaptação das diversas entidades ao novo contexto regulatório aduaneiro Europeu, o qual representa simultaneamente uma oportunidade estratégica para os CTT e Cacesa e um desafio de adaptação tecnológica e operacional, em especial no curto prazo", referem os CTT.
No segmento Correio e Serviços, as receitas atingiram os 127,9 milhões de euros na segunda metade do semestre, uma quebra homóloga de 1,9%, resultante "essencialmente do impacto das eleições legislativas em maio de 2025".
Excluindo este efeito, "as receitas do segmento teriam crescido 5% no segundo trimestre, "impulsionadas pelo crescimento das receitas da colocação de dívida pública devido ao aumento do limite de subscrição de certificados de aforro em vigor desde final de abril de 2026, pela subida de taxas de juro e pelo bom desempenho da área de Soluções Empresariais e Pagamentos e pela evolução favorável do desempenho de correio endereçado.
No semestre, os rendimentos operacionais de Correio e Serviços ascenderam a 256,6 milhões de euros, menos 2,7% homólogos.
Os CTT referem ainda que o desempenho dos títulos de dívida pública no segundo trimestre resultou em receitas relativas a colocação de poupança de 8,3 milhões de euros, um aumento homólogo de 56,1%.