Lucros da CGD aumentam 1 por cento para 397 milhões de euros até março
Este resultado representa uma melhoria de apenas 1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve lucros de 397 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 1% do que nos primeiros três meses de 2025, divulgou esta sexta-feira o banco em conferência de imprensa, em Lisboa.
A margem financeira (diferença entre juros cobrados nos créditos e juros pagos nos depósitos) caiu 3% para 616 milhões de euros.
Já
nas comissões, a CGD arrecadou mais 1,4%, para 149 milhões,
isto apesar de não ter alterado o preçário pelo quarto ano seguido.
O banco público regista mais clientes empresariais e particulares nas
diferentes vertentes de crédito, mas os resultados foram impactados pela
descida das taxas de juro.
Entre janeiro e março, o volume de negócios da CGD atingiu um recorde de 158.000 milhões de euros, crescendo 6% em comparação com o período homólogo.
Em Portugal, os recursos totais do banco público atingiram 104.000 milhões de euros, mais cerca de 1.000 milhões de euros, com um reforço dos depósitos e produtos fora de balanço. Crédito à habitação com acréscimo de 41%
Segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a carteira de crédito a clientes, em Portugal, subiu 3,4%, destacando-se um crescimento nas empresas institucionais (+852 milhões de euros) e nos particulares (835 milhões de euros no crédito à habitação e 54 milhões de euros no crédito ao consumo).
Por sua vez, a produção de crédito à habitação teve cerca de 1.600 milhões de euros nos primeiros meses do ano, ou seja, um acréscimo de 41%, "excedendo os 600 milhões de euros em março".
"Continuamos a financiar uma em cada três casas que os jovens compram através de financiamento", destacou o presidente da Comissão Executiva da CGD, Paulo Macedo, em conferência de imprensa.
Destacam-se crescimentos superiores ao mercado em setores como "agricultura, imobiliário e construção, indústria transformadora, comércio, alojamento e restauração", apontou Paulo Macedo. CGD com menos 213 trabalhadores até final de março
De acordo com a apresentação de resultados, no final de março deste ano, a CGD tinha 5.820 trabalhadores em Portugal, menos 213 face aos 6.033 de fim de igual mês de 2025.
Apesar da redução de pessoal quando se comparam períodos homólogos, diz a CGD que, apenas no primeiro trimestre, houve 110 entradas de novos trabalhadores e estagiários.
Quanto à rede comercial, a CGD tinha 531 agências e gabinetes de empresas em março, mais 19 do que um ano antes. Todas as aberturas foram gabinetes de empresas, tendo agora a CGD 45 destes gabinetes.
c/ Lusa