Lucros da operadora de casinos em Macau Melco quadruplicam em 2025
A operadora de casinos em Macau Melco Resorts and Entertainment anunciou hoje lucros de 185 milhões de dólares (155,8 milhões de euros) em 2025, quatro vezes mais do que no ano anterior.
Num comunicado enviado à bolsa em Nova Iorque, o presidente da Melco, Lawrence Ho Yau-lung, diz que "2025 foi um ano de crescimento e recuperação, impulsionado por uma gestão de custos disciplinada e pela expansão das margens".
As receitas da empresa aumentaram 11,2%, para 5,16 mil milhões de dólares (4,35 mil milhões de euros), apesar de ter encerrado em 2025 o Grand Dragon Casino, um `casino-satélite`, e três das seis salas de máquinas de jogos que detinha.
Os `casinos-satélite`, sob a alçada das concessionárias, são geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002.
Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a atividade destes espaços de jogo.
Dez dos 11 `casinos-satélite` fecharam portas. O único sobrevivente foi o Royal Arc, que foi adquirido pela operadora SJM, fundada pelo falecido magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun (1921-2020), que assumiu a gestão direta do espaço.
As receitas da Melco subiram mais depressa do que o setor em geral. As receitas dos casinos de Macau cresceram 9,1% em 2025, atingindo 247,4 mil milhões de patacas (26,3 mil milhões de euros).
Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, sublinhou que o lucro operacional da empresa em Macau subiu 25% no ano passado, para 1,23 mil milhões de dólares (1,04 mil milhões de euros), "impulsionado por receitas e margens de jogo mais robustas".
A Melco opera na região semiautónoma de Macau, capital mundial do jogo e o único local na China onde o jogo em casino é legal, assim como em Chipre e nas Filipinas, tendo aberto um casino em Sri Lanka em agosto.
As seis operadoras, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, assinaram novos contratos de concessão de dez anos, que entraram em vigor em 01 de janeiro de 2023.
As autoridades exigiram no concurso público a aposta em elementos não jogo e visitantes estrangeiros.
A Melco prevê gastar cerca de 10 mil milhões de patacas (2,21 mil milhões de euros) no segmento além-casino numa década, incluindo no "único parque aquático em Macau com instalações interiores abertas durante todo o ano".
A empresa destacou o relançamento, em maio, no hotel-casino City of Dreams, do maior espetáculo permanente do território, The House of Dancing Water, que estava suspenso desde junho de 2020, devido à pandemia de covid-19.