Lucros do Novo Banco sobem 13,2% para 200,7 milhões de euros no 1.º trimestre
O Novo Banco teve lucros de 200,7 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, mais 13,2% do que nos primeiros três meses de 2025, divulgou hoje o banco em comunicado.
Entre janeiro e março, a margem financeira (a principal rubrica de receitas de um banco e que é a diferença entre juros cobrados no crédito e juros pagos nos depósitos) caiu 1% para 276,2 milhões de euros, num contexto de descida das taxas de juro face a período homólogo.
As comissões cresceram 1,5% para 85,6 milhões de euros.
A rubrica de imparidades e provisões (reservas para fazer face a perdas com créditos) contribuiu para os resultados. No primeiro trimestre houve reversão de imparidades no valor de 13,9 milhões de euros.
O banco teve 32,4 milhões de euros em outros resultados de exploração (o triplo de período homólogo). Os custos subiram 4,2% para 130,6 milhões de euros.
A divulgação das contas do primeiro trimestre acontece no dia em que será concretizada a venda do Novo Banco.
A venda do Novo Banco significa a saída do Estado
português do capital do banco que foi criado há quase 12 anos para
proteger os depositantes do Banco Espírito Santo (BES), na sua
resolução.
Esta quinta-feira, os atuais acionistas (o fundo norte-americano Lone Star, com 75%, e o Estado português, com 25%) formalizam a venda da totalidade do banco ao grupo francês Banque Populaire et Caisse d'Epargne (BPCE).
Venda não terá cerimónia pública.
A 3 de agosto de 2014, por decisão das autoridades (Banco de Portugal e Governo em conjunto com Comissão Europeia e Banco Central Europeu), chega ao fim o histórico Banco Espírito Santo (BES). No dia que terminouo BES foi criado o Novo Banco para ficar com parte da dívida bancária do Espírito Santo.