Lucros dos cinco principais bancos em Portugal sobem 33% até março para 1.225 ME

por Lusa

Os cinco maiores bancos que operam em Portugal registaram lucros agregados de 1.225,2 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, mais 33,2% face ao mesmo período do ano passado.

Assim, os lucros de Caixa Geral de Depósitos (CGD), BPI, Millennium BCP, Novo Banco e Santander Totta cresceram 305,1 milhões de euros no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Para estes resultados, contribuiu a valorização da margem financeira -- a diferença entre os juros cobrados nos créditos e os juros pagos nos depósitos --, que no acumulado dos três meses ultrapassou os 2.397,9 milhões de euros, mais 19,9% do que no ano anterior.

A CGD, que apresentou hoje os seus resultados, conseguiu os maiores lucros entre as analisadas, com 394,5 milhões de euros, mais 38,4% que no mesmo período de 2023, tendo a sua margem financeira subido 16,9% para 716,5 milhões de euros.

O banco público anunciou que irá entregar ao seu único acionista, o Estado, cerca de 770 milhões de euros em dividendos no segundo trimestre do ano, impostos, custos regulatórios e rendas do edifício sede.

Entre os privados, o Santander Totta foi quem apresentou lucros mais elevados entre janeiro e março.

Com um aumento de 58,4%, os lucros do Santander Totta atingiram os 294,4 milhões de euros até março, contra 185,9 milhões de euros um ano antes. A margem financeira da instituição aumentou 64,6% em termos homólogos para 440,6 milhões de euros.

No mesmo sentido, o BCP registou lucros de 234,3 milhões de euros, contra 216,1 milhões de euros em termos homólogos. No trimestre em análise, a margem financeira consolidada subiu 4,8%, para 696,2 milhões de euros.

Já o Novo Banco registou um resultado positivo de 180,7 milhões de euros nos primeiros três meses, mais 21,8% que em 2023, tendo a sua margem financeira subido 21,4%, para 299,0 milhões de euros.

O BPI viu os seus lucros subirem 43,2% no trimestre inicial do ano, para 121,3 milhões de euros, enquanto a margem financeira da instituição do Grupo Caixabank aumentou 18,0%, para 245,6 milhões de euros.

Desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a subir as taxas de juro diretoras em meados de 2022, para combater a inflação, que isso tem tido impacto no aumento dos créditos dos clientes bancários indexados a taxa de juro variável (sobretudo Euribor).

Tal tem apoiado os lucros dos bancos que, desde então, viram a sua margem financeira sair beneficiada pelas altas taxas de juro nos empréstimos e lenta subida das taxas de juro nos depósitos.

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