Lula da Silva quer entrar para a história como o primeiro presidente do Brasil a emprestar dinheiro ao FMI

Brasília, 02 Abr (Lusa) - O presidente Lula da Silva afirmou hoje, na embaixada do Brasil em Londres, que gostaria de entrar para a história como o primeiro chefe de Estado brasileiro a emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

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"Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?", referiu o presidente brasileiro, citado pelas páginas electrónicas dos principais jornais do Brasil, lembrando que passou parte da sua juventude a protestar contra o FMI no centro de São Paulo.

Apesar da decisão de se tornar credor no FMI, o Brasil ainda não definiu valores desta participação, o que deverá ser anunciado nos próximos dias, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O governo brasileiro já havia avançado que não estaria disposto a comprometer as suas reservas internacionais.

Na conferência de imprensa onde fez a sua avaliação sobre a reunião do G20, Lula da Silva destacou ainda que esta foi a primeira cimeira da qual participou em que houve "igualdade de condições" entre países desenvolvidos e emergentes.

Para Lula, isto acontece porque "ninguém tem a certeza absoluta de anos atrás".

"Ninguém chegou sabendo tudo, como se os outros não soubessem nada", acrescentou.

No comunicado final do G20, os líderes dos países mais ricos e dos emergentes anunciaram a adopção de um plano que deverá injectar cinco biliões de dólares (3,7 biliões de euros) na economia mundial até ao final de 2010.

Este plano inclui o reforço de um bilião de dólares (743 mil milhões de euros) destinados ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Mundial e mais 250 mil milhões de dólares para apoio ao financiamento do comércio mundial.

Foi acertado ainda um controlo maior do mercado financeiro internacional e destacada a necessidade de fazer avançar a Ronda de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), além de ser divulgada uma lista dos paraísos fiscais como forma de desencorajar a evasão fiscal.

Segundo os líderes do G20, está a emergir uma nova ordem mundial e uma nova era de cooperação internacional.

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