Lusófona já produz cerveja feita pelos alunos numa fábrica oferecida pela Central de Cervejas

Lisboa, 17 Jan (Lusa) - Os alunos da Universidade Lusófona já produzem cerveja na própria escola, numa fábrica oferecida há um ano pela Central de Cervejas, para promover o contacto com a indústria e promover a criatividade.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A fábrica, uma unidade piloto, está já em elaboração, apesar de o protocolo entre a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) e a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) ter sido assinado apenas hoje.

"Já produzimos uma cerveja mais ou menos agradável", afirma Adriano Garcez, aluno do curso de Engenharia Biotecnológica e representante dos alunos utilizadores da instalação piloto.

Garcez garante que tem sido acumulada experiência e que "vai ser possível", nesta fábrica escolar, "provar uma [cerveja] tão boa ou melhor [que as já lançadas no mercado], devido ao rigor técnico-científico".

O acordo de cooperação, firmado na universidade pelo presidente da Comissão Executiva da SCC, Alberto da Ponte, e pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Lusófona, Manuel Damásio, formaliza os processos de investigação e produção de cerveja iniciados há mais de um ano pelos docentes e alunos da área científica e tecnológica da Lusófona.

Em declarações à agência Lusa, Alberto da Ponte disse que o projecto se destina a "ensinar os estudantes a trabalhar com uma unidade industrial", beneficiando da criatividade dos jovens e dinamizando "uma inovação de certo modo revolucionária no sector das cervejas".

"Com a inovação há crescimento, com o crescimento há riqueza e é isso que esperamos criar para o benefício de todos", afirmou o mesmo.

"Nós [SCC, empresa produtora de bebidas como as cervejas Sagres e Guinness, as águas Luso e Cruzeiro e os refrigerantes Joi e Spirit] já contribuímos 1,5 por cento para o PIB nacional, mas esperamos com isto poder vir um dia a contribuir com 2 por cento." A cerveja aí produzida tem, para já, fins de investigação e não de introdução no mercado.

Mas o presidente da Central avançou com a hipótese de lançar ideias "revolucionárias", caso surjam, "a um preço acessível e a um custo industrial acessível".

Para já não estão previstos protocolos com outras instituições universitárias.


PUB