Macário Correia defende que projecto é oportunidade única para demolições na Ria Formosa

Faro, 04 Mar (Lusa) - O presidente da Área Metropolitana do Algarve (AMAL), Macário Correia, defendeu hoje a demolição de casas ilegais nas ilhas-barreira da Ria Formosa e disse não fazer sentido um Polis na zona "sem que se aproveite para fazer a requalificação".

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"Deve-se aproveitar este projecto para fazer uma boa operação de requalificação da Ria Formosa, em particular nas ilhas-barreira, em que há situações acumuladas ao longo de anos e que são uma escandaleira do que é a falta de autoridade do Estado", disse o autarca à Agência Lusa.

Fazendo questão de salientar que defende esta posição "há 20 anos", o também presidente da Câmara de Tavira considerou que "a Natureza está a encarregar-se" de lhe dar razão, referindo-se ao que se tem passado na costa portuguesa devido ao mau ordenamento territorial.

"Não faz o mais pequeno sentido que gastemos milhões de euros do dinheiro de todos nós, contribuintes, para defender construções assentes em sistemas instáveis, que as Leis da Natureza se encarregam de mostrar que o são", disse.

Admitindo que o Polis XXI, só por si, não prevê qualquer demolição, Macário Correia afirmou que "se assim é, não devia ser" e reafirmou que se trata de uma "oportunidade única" para fazer um reordenamento global da zona.

A Câmara de Tavira, à semelhança de Olhão e Loulé, já aprovou o programa, que prevê um investimento superior a 80 milhões de euros e deverá ser votado quarta-feira pela Assembleia Municipal de Faro, o último dos quatro municípios envolvidos.

No concelho de Tavira, o Polis XXI beneficiará a marginal de Cabanas, a zona das Quatro Águas e os acessos à Praia do Barril.

De acordo com o plano, dentro de cinco anos os farenses verão requalificado o Parque Ribeirinho (investimento de 3,5 milhões de euros), o acesso à Praia de Faro (3,4 milhões de euros) e o Parque Ludo/Pontal (1,3 milhões de euros).

A construção de uma marina de nível internacional, o realojamento dos moradores do bairro degradado da Horta da Areia para a Urbanização dos Braciais, recuperação da zona lacustre e de moinhos de maré e criação de zonas de lazer e turismo são outros exemplos da mudança da frente ribeirinha em Faro.


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