Macau atinge segundo maior PIB per capita da Ásia em 2025
O Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Macau cresceu 4,3% em 2025, foi hoje anunciado, ultrapassando 63.600 euros, o segundo valor mais elevado da Ásia.
Os dados detalhados divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que o PIB per capita da região chinesa atingiu 607.263 patacas (63.613 euros) no ano passado.
De acordo com dados do Fundo Monetário, Macau tem o segundo PIB per capita mais elevado da Ásia, apenas atrás de Singapura (83.442 euros), e ocupa o 11.º lugar entre as jurisdições mais ricas do mundo.
Apesar de ter crescido pelo terceiro ano consecutivo -- graças ao fim das restrições impostas devido à pandemia -- o PIB per capita do território permanece muito aquém do recorde de 705.535 patacas (73.907 euros) fixado em 2014.
Depois de crescer 8,8% em 2024, a economia de Macau -- capital mundial do jogo e único local na China onde este é legal -- desacelerou para uma expansão de 4,7% no ano passado, sustentada sobretudo pelos casinos.
O benefício económico do jogo aumentou 10% em 2025, atingindo 198,1 mil milhões de patacas (20,8 mil milhões de euros), representando quase metade (47,3%) de todo o PIB da cidade.
Se aos casinos se juntar o benefício económico do turismo, que cresceu 0,1% no ano passado, para 111,6 mil milhões de patacas (11,7 mil milhões de euros), então este setor reúne 74,1% da economia de Macau.
O PIB de Macau em 2025 atingiu 418 mil milhões de patacas (43,8 mil milhões de euros). Isto significa que a economia local é ainda 10,4% menor do que em 2019, antes do início da pandemia.
Na quarta-feira, a Fitch disse esperar que Macau continue a impulsionar o desenvolvimento de outros setores, nomeadamente "aprofundando a integração" com a vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha).
No entanto, a agência de notação financeira alertou que as restrições à mão-de-obra vinda do exterior e a falta de pessoal qualificado estão a travar a diversificação da economia da região.
Mas a Fitch alertou que os recursos humanos "irão restringir a capacidade de Macau de construir uma vantagem competitiva em setores emergentes não relacionados com o jogo a curto prazo".
A região empregava no final de 2025 quase 184 mil trabalhadores migrantes, um aumento de quase 32 mil desde o fim da política `zero covid`, em janeiro de 2023, mas ainda longe do pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019.
As autoridades de Macau têm apontado as relações económicas com os países de língua portuguesa como uma das prioridades para reduzir a dependência dos casinos.
Em dezembro, a Fitch previu que o crescimento do PIB do território irá desacelerar para 4% em 2026, porque as condições económicas mais fracas" irão "pesar cada vez mais sobre os turistas chineses".