Macau dá Grande Baía como exemplo da "afirmação do sucesso" da abertura da China

Tóquio, 09 abr 2019 (Lusa) - A Secretária para a Administração e Justiça de Macau afirmou hoje que o plano de desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, no sul da China, é sinal da "afirmação do sucesso" da reforma e abertura do país.

Lusa /

Sonia Chan falava em Tóquio, na primeira atividade de promoção da Grande Baía no estrangeiro desde a apresentação, em meados de fevereiro, das linhas gerais deste projeto lançado por Pequim e que prevê a criação de uma metrópole mundial.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, o governador da província de Guangdong, Ma Xingrui e o embaixador da China em Tóquio, Cheng Yonghua, também estiveram presentes na cerimónia, que juntou mais de 1.000 convidados, de acordo com um comunicado das autoridades.

Na sua intervenção, Sonia Chan considerou que o projeto é "uma afirmação do sucesso brilhante da China na reforma e abertura nos últimos 40 anos".

A China celebrou recentemente o 40.º aniversário da mudança de política, decidida pelo Partido Comunista em 18 de dezembro de 1978, com a presidência de Deng Xiaoping, considerado o arquiteto da abertura do país ao mundo, com a sua estratégia "um país, dois sistemas".

Ao mesmo tempo, a governante destacou que Hong Kong e Macau apresentam uma "indústria de serviços bem desenvolvida, uma zona aduaneira autónoma, um sistema económico livre e um ambiente de comércio que se articula com o nível internacional".

E, sublinhou, estas vantagens "podem integrar-se nas nove cidades do Delta do Rio das Pérolas", marcadas por um desenvolvido "sistema de indústrias, ciência e tecnologia avançadas, recursos naturais ricos e uma grande dimensão de mercado".

O projeto da Grande Baía prevê a criação de uma metrópole mundial que envolve as regiões administrativas especiais chinesas de Hong Kong, Macau e nove cidades [Cantão, Dongguan, Foshan, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai] da província de Guangdong, no sul da China. No total, habitam nesta região cerca de 70 milhões de pessoas.

Para Sonia Chan, as linhas gerais apresentadas em fevereiro dão a Macau "uma nova missão" de criar uma base de intercâmbio e cooperação que, "tendo a cultura chinesa como a predominante, promova a coexistência de diversas culturas".

De acordo com o documento apresentado em fevereiro pelo Governo central chinês, Pequim quer acelerar a integração de Macau no país, através de medidas de aproximação às cidades vizinhas da província de Guangdong, ao mesmo tempo que pretende reforçar o papel de Macau como plataforma comercial com os países lusófonos.

O texto estipula que, até 2022, a Grande Baía vai-se converter num `cluster` de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional.

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