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Mais de 10 mil turmas estudam ao ar livre em Moçambique

Mais de 10 mil turmas estudam ao ar livre em Moçambique

A ministra da Educação e Cultura de Moçambique disse que cerca de 10.500 turmas continuam a estudar ao ar livre no país e considerou crítica a situação das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.

Lusa /
João Relvas - Lusa

"Temos um número maior. Nós estamos com cerca de 10.500 turmas ao ar livre, no geral, dado que nós temos estatístico", disse Samaria Tovela, citada hoje pela comunicação social.

Segundo a governante, as províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte do país, Zambézia, no centro, e Maputo, sul, são as regiões que apresentam a situação crítica, apesar das restantes províncias de Moçambique também apresentarem problemas com turmas ao ar livre.

"Nós estamos efetivamente [a trabalhar]. Onde há mais problemas, vamos investindo aí", concluiu Samaria Tovela.

Em 20 de fevereiro, a ministra da Educação anunciou que milhares de alunos no país vão iniciar as aulas em tendas, face à destruição completa de quase 400 escolas pelas cheias que afetaram o país desde janeiro.

"Temos que nos organizar para que todos os nossos meninos sejam acolhidos nas nossas escolas", disse Samaria Tovela, avançando que seriam instaladas tendas como "espaços temporários" de ensino e aprendizagem.

Referindo que a intervenção visava principalmente locais onde "há escolas completamente destruídas", reconheceu que em todo o país, mas sobretudo no sul, 1.710 escolas, de diferentes níveis, foram destruídas pelas cheias de janeiro, incluindo 376 "totalmente destruídas", além de 362 infraestruturas de apoio, como casas de professores e outros equipamentos.

A responsável também avançou, em fevereiro de 2025, que cerca de 8.500 turmas ainda estudavam ao ar livre no país.

"São aproximadamente 8.500 turmas ao ar livre. Como sabemos, quando chove, a criança não pode ter aulas, deve andar de sombra em sombra, e não é isso que nós queremos", disse Tovela, na altura.

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