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Mais de metade dos solos europeus estavam afetados pela seca em meados de maio

Mais de metade dos solos europeus estavam afetados pela seca em meados de maio

Mais de metade (53%) dos solos na Europa e na margem mediterrânica estavam afetados pela seca em meados de maio, indicam dados do Observatório Europeu da Seca, analisados pela AFP, relativos ao período de 11 a 20 daquele mês.

Lusa /

Esta é a percentagem mais elevada registada desde que o European Drought Observatory (EDO) o começou a fazer em 2012.

O valor excede em 20 pontos percentuais a média do período 2012-2024, que é de 30%.

O indicador de seca do observatório do programa europeu Copernicus, baseado em observações obtidas por satélite, combina três parâmetros: precipitação, humidade dos solos e estado da vegetação.

Depois, classifica os resultados em três níveis de seca: vigilância, aviso e alerta.  

De 11 a 20 de maio, 42% dos solos europeus e da bacia mediterrânica estavam em défice de humidade (aviso) e cinco por cento em alerta, o que significa que a vegetação se desenvolvia de forma anormal.

Os países da Europa do Norte, do leste e central eram particularmente afetados, com taxas de alerta elevadas.

De forma detalhada, 19% do território ucraniano estava em alerta e outros países estavam em situação preocupante, como a Bielorrússia (17%), Polónia (10%), Hungria e Eslováquia (9%).

Mais a sul, as taxas de alerta atingiam ou superavam os 20%, como na Síria, em Chipre e nos Territórios Palestinianos.

Sem estarem em estado de alerta, alguns países estavam muito afetados pela seca nos vários níveis, nomeadamente o Reino Unido, que tinha 98% do seu território em causa. Esta situação dura desde meados de março, com uma média de 81% dos solos britânicos afetados, com 60% a apresentar défice de humidade (aviso) no período.

O Reino Unido conheceu a sua primavera mais quente e seca desde há mais de 50 anos, com apenas 128,2 milímetros de chuva entre o início de março e o fim de abril, anunciou na segunda-feira a agência meteorológica britânica, o Met Office, o que já está a afetar os agricultores e as reservas de água. Mais propriamente, a Inglaterra "conheceu a sua primavera mais seca desde há mais de 100 anos".

Em mados de maio, Portugal e a Espanha tinham sido poupados a esta situação, segundo o EDO, com taxas de seca das mais fracas entre as registadas, 0,2% e 2,3%, respetivamente. Em França, menos de um terço do território (31%) estava afetado, essencialmente no norte do país.

O Banco Central Europeu preveniu em 23 de maio para os riscos económicos da seca, que pode ameaçar até 15% da produção da zona euro em caso de episódios extremos, cuja frequência se espera que aumente devido à rutura climática global.

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