Mais mulheres canadianas vão à universidade mas auferem menos do que homens
Uma análise do Instituto de Estatísticas do Canadá revelou terça-feira que mais mulheres têm obtido graus universitários, mantendo-se contudo uma acentuada discrespância salarial entre os sexos.
De acordo com o estudo, no período entre 1991 e 2001, o ritmo de mulheres entre os 25 e 29 anos que obteve um grau académico aumentou de 21 para 34 por cento, enquanto que nos homens o crescimento foi menos acentuado (16 para 21 por cento).
Apesar deste avanço registado pelas mulheres na educação de nível superior, o Instituto de Estatísticas canadiano observa que o fosso salarial entre os sexos feminino e masculino não evoluiu proporcionalmente, continuando a favorecer substancialmente os homens.
Se nos anos 90 as mulheres auferiam 20 por cento menos que os homens, uma década depois essa discrepância foi reduzida para 18 por cento, refere o organismo.
Entre as razões para esta situação, o instituto aponta o declínio salarial verificado no mercado de trabalho canadiano em profissões típicas do sexo feminino, como nas áreas da sáude e da educação.
Isto enquanto em profissões dominadas por homens se assistiu à subida de salários - como sejam engenharia, matemática e ciências informáticas.