Mais-valia com venda da PZU pode ser positiva para BCP - analistas
A mais-valia de 127 milhões de euros que o BCP recebe com a venda de 10 por cento da seguradora PZU pode ter um impacto neutro a positivo nas acções do banco português, segundo os analistas do BPI.
O banco de Paulo Teixeira Pinto informou quarta-feira que foi celebrado entre o Bank Millennium, detido em 50 por cento pelo BCP, e a Eureko um "acordo complementar" relativo ao já estabelecido em Dezembro de 2004 sobre a venda da participação na PZU.
Assim, fixou-se o preço final do negócio em 2,3 mil milhões de zlotys (597 milhões de euros).
No relatório diário sobre os mercados ibéricos, o BPI escreve que o preço final agora estabelecido representa um aumento de 181 milhões de euros face ao anunciado no ano passado (416 milhões de euros).
O negócio também vai significar uma melhoria de 0,23 pontos percentuais no rácio de fundos próprios (tier 1) do BCP, recorda o BPI.
Os analistas esperam que no final do ano esse rácio suba para os 5,6 por cento, quando em Setembro era de 5,3 por cento.
O BPI mantém a recomendação de "manter" as acções do BCP e atribui-lhe um preço-alvo de 2,2 euros, a que corresponde um potencial de valorização de 5,3 por cento.
As acções do BCP estavam hoje a cair 0,48 por cento para os 2,09 euros.