Manifestantes tentaram furar cordão policial junto ao CCB
Lisboa, 12 nov (Lusa) -- Um grupo de manifestantes tentou furar o cordão policial formado junto ao Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, usando como escudo as grades que tinham sido derrubadas anteriormente.
Os manifestantes que se concentraram junto ao CCB após um desfile que partiu do Largo do Calvário em direção à Praça do Império, usaram quatro grades para formar uma espécie de gaiola, usando-a para furar o cordão de segurança policial.
O policiamento na zona do CCB, localizado na Praça do Império, foi reforçado epois de terem sido derrubadas as grades que se encontravam fixadas ao chão com cimento.
A barreira de proteção foi feita por um cordão policial dos elementos do corpo de intervenção da PSP que os manifestantes tentaram agora furar.
Os elementos policiais conseguiram recuperar as grades, afastando os manifestantes.
Após a primeira tentativa, os manifestantes voltaram a tentar furar o cordão policial mas desta vez sem a ajuda das grades e com arremesso de alguns objetos. A polícia agiu e afastou-os.
A polícia voltou a reforçar o cordão policial com mais elementos.
Centenas de pessoas desfilaram entre o Largo do Calvário e a Praça do Império, em Lisboa, em protesto contra a visita Portugal da chanceler alemã, Angela Merkel, concentrando-se agora junto ao CCB.
A manifestação é promovida pelos subscritores do protesto "Que se lixe a troika" mas recebeu, também, o apoio de outros movimentos, grupos e partidos políticos como os estivadores, os precários inflexíveis, o Bloco de Esquerda e o PCTP/MRPP que se juntaram à marcha.
Ao longo do percurso, os manifestantes cantaram Grândola vila morena e entoaram palavras como "Governo, Merkel e FMI fora daqui".
No desfile destacavam-se dois bonecos gigantes vestidos com t-shirts negras e com cruzes suásticas. Um deles foi queimado pelos manifestantes à porta do Centro Cultural de Belém.
A chanceler alemã está hoje em Lisboa para uma visita oficial de cinco horas.
Esta é a primeira vez que a chefe do Governo da Alemanha visita oficialmente Portugal e a deslocação acontece num momento em que internamente cresce a contestação ao programa assinado com a `troika`, estando previstas duas manifestações anti-Merkel em Lisboa.
A visita, segundo disse Merkel numa entrevista à RTP, no domingo, é "uma contribuição" para mostrar que a Alemanha "quer ajudar" e "para ver o que se pode melhorar na cooperação entre empresas para gerar mais empregos".
Angela Merkel afirmou também não haver motivos para Portugal renegociar com a `troika` ou pedir novo resgate, elogiando a coragem com que o Governo faz o ajustamento financeiro.