Margem orçamental para 2026 deve ser consumida pela exigência de apoio
O secretário de Estado do Orçamento disse hoje que a margem orçamental para 2026 "tenderá a ser consumida pela exigência associada ao apoio às vítimas das tempestades".
José Maria Brandão de Brito destacou os resultados positivos de 2025 que permitem "olhar para o futuro com confiança", assumindo que o saldo orçamental do ano passado poderá ficar acima do excedente de 0,3% previsto no Orçamento do Estado, "dada a sólida evolução da receita".
O secretário de Estado detalhou que essa evolução "resulta de uma maior dinâmica da economia e do consumo, e não de qualquer aumento de impostos".
Existe assim um "efeito de arrastamento positivo para 2026 que aumenta a margem", salientou, ainda que ressalvando que a "margem tenderá a ser consumida pela exigência orçamental associada ao apoio as vítimas das tempestades".
"Hoje podemos contar com uma margem que permite enfrentar situações adversas e extraordinárias", quer na dimensão do nível direto das famílias e empresas, quer no processo de reconstrução, apontou, sublinhando que é "imprescindível que o esforço de ajuda decorra num quadro de sustentabilidade orçamental", não desviando do caminho que tem sido seguido.