Economia
Medidas anti-dumping causam quebra nas encomendas de calçado chinês
Os fabricantes de sapatos de couro chineses enfrentam uma queda de encomendas europeias devido às medidas proteccionistas adoptadas no início de Outubro pela União Europeia (UE) contra o calçado chinês, refere a agência oficial chinesa Nova China.
"Quase nenhum comprador europeu visitou a nossa sala de exposições durante o dia inteiro", disse Wu Liming, do Departamento de Comércio Internacional da empresa Kangnai, um dos maiores fabricantes chineses de calçado.
Estas afirmações surgiram durante a Feira de Cantão, uma das maiores feiras chinesas de produtos de exportação, que decorre a cada seis meses na província de Guangzhou, no sul da China, fronteira a Macau.
Wu, citado pela Nova China, afirmou que nas últimas feiras, a empresa atraiu muitos compradores de países como França, Dinamarca e Inglaterra, que manifestaram oposição à adopção de tarifas de 16,5 por cento à entrada do calçado chinês na Europa.
A adopção das tarifas aconteceu a 03 de Outubro numa votação decidida por uma escassa margem, de 13 votos a favor e 12 contra, e tem a validade de dois anos.
"Vimos uma pequena queda de encomendas da Europa este ano", disse à Nova China Yang Qiuxia, vice-presidente da Companhia de Sapatos Hazan, com sede em Wenzhou, o maior pólo de produção de calçado da província de Zhejiang, no leste da China.
O grupo francês Royer reduziu em 85 por cento as importações de sapatos chineses de couro este ano, disseram responsáveis da empresa, adiantando que a Royer, que comprava 20 milhões de pares na China, voltou-se para a Índia, Tailândia e Indonésia em busca de calçados de couro.
A decisão da UE de impor sanções à importação de sapatos chineses segue-se a uma investigação europeia que durou 15 meses e concluiu que a produção de sapatos de couro na China beneficiou de uma forte intervenção estatal.
Essa intervenção estatal, baseada em empréstimos a fundo perdido, benefícios fiscais e rendas de instalações subsidiadas, permitiu a exportação para a Europa de artigos com preços abaixo dos custos de produção, o chamado "dumping".
Estas afirmações surgiram durante a Feira de Cantão, uma das maiores feiras chinesas de produtos de exportação, que decorre a cada seis meses na província de Guangzhou, no sul da China, fronteira a Macau.
Wu, citado pela Nova China, afirmou que nas últimas feiras, a empresa atraiu muitos compradores de países como França, Dinamarca e Inglaterra, que manifestaram oposição à adopção de tarifas de 16,5 por cento à entrada do calçado chinês na Europa.
A adopção das tarifas aconteceu a 03 de Outubro numa votação decidida por uma escassa margem, de 13 votos a favor e 12 contra, e tem a validade de dois anos.
"Vimos uma pequena queda de encomendas da Europa este ano", disse à Nova China Yang Qiuxia, vice-presidente da Companhia de Sapatos Hazan, com sede em Wenzhou, o maior pólo de produção de calçado da província de Zhejiang, no leste da China.
O grupo francês Royer reduziu em 85 por cento as importações de sapatos chineses de couro este ano, disseram responsáveis da empresa, adiantando que a Royer, que comprava 20 milhões de pares na China, voltou-se para a Índia, Tailândia e Indonésia em busca de calçados de couro.
A decisão da UE de impor sanções à importação de sapatos chineses segue-se a uma investigação europeia que durou 15 meses e concluiu que a produção de sapatos de couro na China beneficiou de uma forte intervenção estatal.
Essa intervenção estatal, baseada em empréstimos a fundo perdido, benefícios fiscais e rendas de instalações subsidiadas, permitiu a exportação para a Europa de artigos com preços abaixo dos custos de produção, o chamado "dumping".