Mercados em baixa a corrigir de forte subida do fim da semana
Os principais mercados europeus iniciaram a sessão em baixa, corrigindo das fortes subidas do final da semana, apesar do comportamento positivo dos títulos das empresas petrolíferas.
O índice Euronext 100 abriu a descer 0,28 por cento, para 845,60 pontos, e o DJ Stoxx 50 começou a sessão a perder 0,12 por cento, para 3.438,78 pontos.
Os mercados europeus encerraram a sessão de sexta-feira em máximos de quatro anos e meio e hoje corrigem em baixa.
O final da semana foi marcado pelas notícias relacionadas com a Oferta Pública de Aquisição da holandesa Mittal Steel sobre a Arcelor no valor de 18,6 mil milhões de euros.
Se a operação for concretizada, a Mittal Steel avançou a intenção de vender a canadiana Dofasco, adquirida recentemente pela Arcelor, à ThyssenKrupp.
A Arcelor protagonizava a maior subida, ao ganhar 2,84 por cento.
Também do sector da siderurgia, a Rio Tinto ganhava dois por cento.
Igualmente as petrolíferas estavam em terreno positivo, com a Royal Dutch a avançar 0,40 por cento, a Total 0,49 por cento e a BP 0,50 por cento, quando as cotações do petróleo atingem os valores mais altos dos últimos cinco meses.
A cotação do petróleo estava a subir 1,0 por cento no mercado electrónico de Nova Iorque, pelo terceiro dia consecutivo, para atingir 68,42 dólares.
A razão para este comportamento baseia-se nas preocupações com uma possível redução no abastecimento vindo do Irão.
Estes ganhos do sector siderúrgico e das petrolíferas não compensavam as quedas da área automóvel, lideradas pela Renault, a perder 1,34 por cento, enquanto a Peugeot estava a cair 0,10 por cento.
Também a Vivendi perdia terreno após ter anunciado vendas que falharam as estimativas dos analistas.
Não está prevista a divulgação de dados económicos relevantes para os mercados, na Europa, mas nos Estados Unidos espera-se o anúncio dos rendimentos e gastos das famílias, em Dezembro.
Entre as congéneres da bolsa portuguesa, as descidas situavam- se entre 0,33 por cento, em Paris, e 0,27 por cento em Madrid, com Milão a ser excepção e a apresentar um ligeiro acréscimo de 0,01 por cento.