Metade da representação portuguesa na FILDA expõe em Luanda pela 1ª vez
Metade das 130 empresas portuguesas que participam na Feira Internacional de Luanda (FILDA) vão expor pela primeira vez no certame angolano, o maior do país e da região.
Segundo a AICEP, que organiza a participação portuguesa na XXIV FILDA juntamente com a Associação Empresarial de Portugal (AEP), não só o número de 130 participantes é um recorde, como também a área de exposição portuguesa.
O Pavilhão de Portugal, que tem como slogan "Tanto Por Descobrir", tem este ano uma área bruta de 2.800 metros quadrados, uma das maiores do certame, que decorre entre 10 e 15 de Julho.
"Dada a dimensão da procura por parte dos empresários" portugueses, além das 120 entidades alojadas no Pavilhão, outras dez estarão num espaço anexo.
Fonte empresarial portuguesa em Luanda afirma que a participação recorde demonstra o "forte interesse" das empresas portuguesas pelo mercado angolano.
"A feira é o principal acontecimento de negócios de Angola, com participantes de vários países, pelo que permite aos que nela participam aferir das potencialidades do mercado", disse à Lusa a mesma fonte.
O pavilhão será inaugurado terça-feira pelo secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor português.
O secretário de Estado Fernando Serrasqueiro volta à FILDA na quarta-feira, dia de Portugal no certame.
Neste dia realiza-se uma degustação de produtos alimentares portugueses, que contará com perto de 600 convidados, de acordo com o Ministério da Economia.
Durante a visita a Angola, Serrasqueiro tem previsto um encontro com o vice-ministro angolano do Comércio, Manuel Cruz Neto.
Participa ainda num jantar na residência do embaixador em Luanda, onde estarão presentes os presidentes do BPI, Fernando Ulrich, do Fomento, Emídio Pinheiro, do Banco Espírito Santo Angola, Álvaro Sobrinho, do Millennium Angola, Fernando Nogueira e do Totta Angola, Mário Nelson.
Está ainda prevista a participação neste evento dos presidentes das filiais da Mota-Engil, Teixeira Duarte, Soares da Costa e também da Escom, do grupo Espírito Santo.
A comitiva portuguesa na FILDA é dominada pelas empresas de máquinas e metalomecânica, além dos materiais de construção e produtos alimentares e bebidas.
Destaque ainda para a participação do Banco Fomento Angola, do grupo BPI, TAP Portugal, Recer, Ferbar, Lactogal, Primavera Software, Mota-Engil, Cifial, Solidal, Petrotec, Molarte, Madeinox, Jotelar, Galucho, Soporcel, Conduril, Lusiteca, Efacec e Intermarché.
Ao todo, são esperadas mais de 400 empresas na Feira, menos do que no ano anterior, devido "à solicitação de maiores espaços de stands por parte dos expositores", de acordo com a organização.
Está ainda marcada a presença de empresas de países como Cuba, Brasil, Alemanha, Espanha, África do Sul, Namíbia, Gana, Alemanha, Uruguai, Brasil, França, China e Países Baixos.
A FILDA é actualmente considerada a principal feira de negócios da região, pelo alcance de países fronteiriços como República do Congo, Namíbia, Botsuana, Zimbabué, Gabão e Zâmbia.
O Brasil estará representado por 36 empresas, mais 13 do que no ano anterior, sobretudo dos sectores de construção, máquinas e equipamentos, veículos, alimentos e bebidas, utilidades domésticas, decoração, bijuterias, confecções, calçado, móveis e produtos de limpeza.
A projecção da Agência de Promoção de Exportações e de Investimento (APEX) é que a Filda irá gerar negócios de 11 milhões de dólares (8,2 milhões de euros) para as empresas brasileiras.
O pavilhão brasileiro ocupará uma área de 500 metros quadrados e terá ainda um espaço para degustação de pão de queijo e café brasileiros.
Nos últimos 12 meses, oito redes brasileiras abriram lojas em Angola, nomeadamente as "franchising" Richards, Bobs, Mundo Verde, Fisk, Sapataria do Futuro, Boticário, Mister Sheik e Werner.