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Metro de Lisboa. Desconvocadas as greves parciais previstas para quarta e sexta-feira

Metro de Lisboa. Desconvocadas as greves parciais previstas para quarta e sexta-feira

Agendadas para os dias 28 e 30 de outubro, as greves convocadas pelas organizações sindicais representativas dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa foram suspensas, na sequência da decisão do Tribunal Arbitral de decretar serviços mínimos.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Nuno Patrício - RTP

Os serviços mínimos de circulação do metro de Lisboa garantiam a realização de 25 por cento das viagens normalmente efetuadas nas quatro linhas, entre as 07h00 e as 10h00.

A decisão foi, entretanto, contestada pelos sindicatos organizadores, que acusam o tribunal de inconstitucionalidade e de alterar os critérios adotados relativamente a uma paralisação semelhante, de 2024.

“A imposição de serviços mínimos levanta sérias dúvidas quanto à sua conformidade com a Constituição e com a Lei da Greve”, e corresponde à “pretensão da Administração do Metropolitano de Lisboa”, denuncia a FECTRANS.

Os trabalhadores consideram que a garantia de serviços mínimos para “neutralizar os efeitos da greve” é uma forma de “substituir” e “penalizar” os funcionários que decidam aderir à paralisação e traduz a “tendência crescente para limitar os efeitos” das reivindicações.

“Quando a greve não incomoda, ninguém questiona a sua eficácia. Quando a greve produz efeitos, multiplicam-se as pressões, alteram-se os critérios e procuram-se mecanismos para reduzir o seu impacto”.
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