Millennium BCP garante que não há exposição direta relevante ao Reino Unido
Cascais, Portugal, 28 jun (Lusa) - O presidente da Comissão Executiva do Millennium BCP, Nuno Amado, assegurou hoje que a banca portuguesa "não tem uma exposição direta relevante" ao Reino Unido, admitindo que existem "apenas ondas de choque colaterais".
Nuno Amado, que falava aos jornalistas à margem da Conferência Moçambique - Portugal, que decorre em Cascais, comparou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) a um tremor de terra, cujas "ondas de choque" são inevitáveis num primeiro momento.
"Não há exposição direta relevante, que eu saiba, da banca portuguesa a Inglaterra, diretamente. Há apenas, e não é pouco, os efeitos colaterais de uma enorme volatilidade que ocorre numa situação destas", sublinhou.
"Ou seja, quando existe um tremor, como foi o caso, existe sempre um momento em que é preciso encontrar uma nova estabilidade. É onde estamos. Não tenho dúvida nenhuma de que, dentro de algum tempo será encontrado um novo equilíbrio na Europa", sustentou.
Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o `Brexit` (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira.
Logo na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou a sua demissão, com efeitos em outubro, e os líderes da UE defenderam uma saída rápida do Reino Unido.
O Conselho Europeu reúne-se entre hoje e quarta-feira em Bruxelas para analisar os cenários pós-Brexit.