Economia
Millennium BCP não deverá sentir remodelação do parceiro Fortis
Os negócios e a actividade do Fortis em Portugal não vão ser alterados pelas intervenções governamentais tomadas durante o fim-de-semana relativamente ao grupo financeiro belga-holandês. A garantia do parceiro do Millennium BCP para a área dos seguros partiu da sede do grupo em Bruxelas.
Durante este fim-de-semana, o Fortis foi alvo de uma forte intervenção dos governos belga, holandês e luxemburguês, que injectaram no grupo 11,2 mil milhões de euros para evitar o cenário da falência. O plano de salvamento foi posto em marcha como último recurso face à desvalorização da instituição, na passada semana, de mais de 35 por cento na Bolsa de Bruxelas (67% desde o início do ano).
Já hoje, o porta-voz do grupo na capital belga assegurou que a actividade do parceiro do BCP "não será afectada ou tocada" em Portugal.
"As actividades de seguro não são afectadas ou tocadas. Durante o fim-de-semana só foram tomadas medidas no que respeita ao sector bancário", declarou Liliane Tackaert em declarações à Agência Lusa.
Este prognóstico da casa-mãe vai ao encontro das declarações do administrador do BCP Nelson Machado que ainda ontem assegurava um impacto zero para Portugal relativamente à semi-nacionalização do Fortis pelos Governos do Benelux.
Comentando a eventual venda do banco, referia o responsável máximo do BCP na área dos seguros que "não terá impacto algum em termos de clientes nem em termos de colaboradores".
A Millennium BCP Fortis Grupo Segurador controla as seguradoras Ocidental Vida, Ocidental Seguros, Médis e Pensões Gere. A holding é detida a 51% pelo Fortis e 49% pelo BCP.
Grupo Fortis vai ser parcialmente privatizado
A Belgica, a Holanda e o Luxemburgo reuniram-se durante o fim-de-semana ao mais alto nível para estudarem uma solução que salvaguardasse a sobrevivência do grupo financeiro Fortis.
O plano consiste num investimento de Bruxelas de 4,7 mil milhões de euros em troca de 49% da filial holandesa do grupo, um investimento de 4 MM de Amesterdão igualmente em troca de 49% na sucursal holandesa e uma participação de 2,5 MM por parte do Luxemburgo também em troca de 49% do grupo no país.
Ficou igualmente decidido que o Fortis vai vender a sua parte no banco holandês ABM Amro, participação que havia sido adquirida ainda no ano passado.
Sarkozy reúne banca e seguros para estudar crise
A angústia parece entretanto ter tomado conta das praças europeias, o que está a obrigar à intervenção dos governos do Velho Continente um pouco por todas as latitudes.
Em França, o Presidente Nicolas Sarkozy agendou para amanhã uma reunião com os principais banqueiros do país, encontro em que estarão igualmente presentes os representantes do outro sector que está a vergar às mãos da crise: o negócio das seguradoras.
De acordo com o Eliseu, a reunião, integrada ao mais alto nível pelo Executivo Sarkozy, tem como objectivo primeiro "passar em revista a situação das instituições financeiras, assim como a distribuição dos créditos às famílias e às empresas".
Um dos assuntos que deverá estar em cima da mesa respeita ao Dexia, um banco franco-belga que já está debaixo da mira do Governo de Bruxelas, disposto a activar novas ajudas depois da intervenção no Fortis.
A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, é uma das intervenientes no encontro do Eliseu e já fez saber que Paris "assumiria as suas responsabilidades como accionista do Dexia".
Londres nacionalizou oitavo banco britânico e primeiro em hipotecas buy to let
O Governo britânico acaba hoje de nacionalizar o Bradford & Bingley, oitavo banco britãnico e primeiro em compra dedicada ao aluguer.
Após ter mantido negociações apertadas que terão envolvido várias instituições bancárias do planeta, o Executivo de Gordon Brown decidiu-se ainda pelo Banco Santander, através do Abbey, filial dos espanhóis no Reino Unido, relativamente ao negócio de depósitos do B&B.
O negócio com o Abbey foi fechado por 773 milhões de euros.
Já hoje, o porta-voz do grupo na capital belga assegurou que a actividade do parceiro do BCP "não será afectada ou tocada" em Portugal.
"As actividades de seguro não são afectadas ou tocadas. Durante o fim-de-semana só foram tomadas medidas no que respeita ao sector bancário", declarou Liliane Tackaert em declarações à Agência Lusa.
Este prognóstico da casa-mãe vai ao encontro das declarações do administrador do BCP Nelson Machado que ainda ontem assegurava um impacto zero para Portugal relativamente à semi-nacionalização do Fortis pelos Governos do Benelux.
Comentando a eventual venda do banco, referia o responsável máximo do BCP na área dos seguros que "não terá impacto algum em termos de clientes nem em termos de colaboradores".
A Millennium BCP Fortis Grupo Segurador controla as seguradoras Ocidental Vida, Ocidental Seguros, Médis e Pensões Gere. A holding é detida a 51% pelo Fortis e 49% pelo BCP.
Grupo Fortis vai ser parcialmente privatizado
A Belgica, a Holanda e o Luxemburgo reuniram-se durante o fim-de-semana ao mais alto nível para estudarem uma solução que salvaguardasse a sobrevivência do grupo financeiro Fortis.
O plano consiste num investimento de Bruxelas de 4,7 mil milhões de euros em troca de 49% da filial holandesa do grupo, um investimento de 4 MM de Amesterdão igualmente em troca de 49% na sucursal holandesa e uma participação de 2,5 MM por parte do Luxemburgo também em troca de 49% do grupo no país.
Ficou igualmente decidido que o Fortis vai vender a sua parte no banco holandês ABM Amro, participação que havia sido adquirida ainda no ano passado.
Sarkozy reúne banca e seguros para estudar crise
A angústia parece entretanto ter tomado conta das praças europeias, o que está a obrigar à intervenção dos governos do Velho Continente um pouco por todas as latitudes.
Em França, o Presidente Nicolas Sarkozy agendou para amanhã uma reunião com os principais banqueiros do país, encontro em que estarão igualmente presentes os representantes do outro sector que está a vergar às mãos da crise: o negócio das seguradoras.
De acordo com o Eliseu, a reunião, integrada ao mais alto nível pelo Executivo Sarkozy, tem como objectivo primeiro "passar em revista a situação das instituições financeiras, assim como a distribuição dos créditos às famílias e às empresas".
Um dos assuntos que deverá estar em cima da mesa respeita ao Dexia, um banco franco-belga que já está debaixo da mira do Governo de Bruxelas, disposto a activar novas ajudas depois da intervenção no Fortis.
A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, é uma das intervenientes no encontro do Eliseu e já fez saber que Paris "assumiria as suas responsabilidades como accionista do Dexia".
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Após ter mantido negociações apertadas que terão envolvido várias instituições bancárias do planeta, o Executivo de Gordon Brown decidiu-se ainda pelo Banco Santander, através do Abbey, filial dos espanhóis no Reino Unido, relativamente ao negócio de depósitos do B&B.
O negócio com o Abbey foi fechado por 773 milhões de euros.