Ministra das Finanças japonesa afirma que taxas de juro elevadas afetam sobretudo G7

Ministra das Finanças japonesa afirma que taxas de juro elevadas afetam sobretudo G7

A ministra das Finanças japonesa alertou hoje que um aumento global das taxas de juro "seria um problema" para o G20, o fórum que reúne as principais economias do mundo, e especialmente para os sete países mais desenvolvidos (G7).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Franck Robichon - Reuters

"Sem dúvida que seria um problema para o G20 e, sobretudo, para o G7. Outros países desenvolvidos encontram-se numa situação semelhante, até mais grave do que a nossa", afirmou Satsuki Katayama, que participou hoje nas reuniões à porta fechada dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 e do G7 em Banguecoque, no âmbito da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

O rendimento das obrigações do Tesouro japonês a dez anos, barómetro por excelência das taxas de juro de longo prazo no arquipélago, tem vindo, há meses, a atingir máximos de várias décadas, num contexto de inflação persistente a nível global devido à guerra no Médio Oriente e aos ambiciosos planos de despesa do Governo japonês.

Noutros países desenvolvidos, como França ou Estados Unidos, a inflação elevada, a instabilidade política e a preocupação com a saúde orçamental estão a gerar situações semelhantes, enquanto o rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA) contribui para manter os preços elevados.

Nos Estados Unidos, o índice de preços no consumidor (IPC) subiu para 3,7% em termos homólogos em setembro, mais do que o esperado pelos analistas, ao mesmo tempo que a taxa subjacente aumentou 0,3%, face ao mês anterior, e 2,6% numa comparação homóloga, reacendendo o receio de um novo endurecimento da política monetária da Reserva Federal (Fed) e provocando quedas tanto nas bolsas norte-americanas como nas asiáticas.

O FMI alertou na nova edição do `Monitor Fiscal`, publicado na quarta-feira, que o encarecimento do financiamento de muitas grandes economias, num contexto de elevada dívida pública, exige um maior esforço orçamental para estabilizar esses passivos e reduz as margens para investir, sustentar a despesa social e responder a futuras crises.

Esta segunda-feira, o presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), Andrew Bailey, alertou os países do G20 para a crescente volatilidade nos mercados de dívida soberana, numa carta dirigida aos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do grupo, antes de se reunirem.

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