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Ministro das Finanças com mira apontada ao PSD no discurso final do OE

Ministro das Finanças com mira apontada ao PSD no discurso final do OE

João Leão encerrou ao início da tarde a maratona de debates no Parlamento, antes da aprovação do Orçamento do Estado. O ministro das Finanças apontou a artilharia de críticas ao PSD, ao acusar Rui Rio de ter aprovado "cerca de 50 propostas que agravam a despesa e as contas públicas". E de ter dado aval à proposta do BE de anulação das transferências para o Novo Banco.

Alexandre Brito - RTP /
João Leão na AR esta quinta-feira para acompanhar os momentos finais de aprovação na AR do Orçamento do Estado Lusa

João Leão afirmou que com as maioiras negativas a que o PSD se juntou o partido perdeu "a legitimidade para considerar este orçamento irresponsável".

O ministro das Finanças destacou que há uns anos o atual lider do PSD defendeu o pagamento de portagens nas SCUT e que agora, na oposição, veio propor o contrário. A redução das portagens sem fazer contas".

Disse ainda que o partido aprovou "através de maioria negativa cerca de 50 propostas que agravam a despesa e as contas públicas. O PSD perdeu assim a legitimidade para considerar este orçamento irresponsável", afirmou.

Outra "grande intervenção do PSD", continuou, foi aprovar a anulação da transferência de 476 milhões de euros para o Novo Banco. "O PSD revelou uma impressionante falta de responsabilidade", disse João Leão. "Quer obrigar o Estado a entrar em incumprimento perante um contrato que assinou em relação a compromissos internacioanais que assumiu perante a Comissão Europeia e o BCE".

"Tudo faremos para que ninguém se queime neste processo", disse o ministro das Finanças, acrescentando que o "PSD parece envergonhado do que acabou de aprovar". 

João Leão garantiu no entanto que o estado "honrará sempre os seus compromisssos".
Antes deste ataque ao PSD, o ministro das Finanças começou por afirmar que o OE 2021 tem como "primeira prioridade combater a pandemia. O reforço do SNS na especialidade foi uma das preocupações centrais. Se a saúde era a grande prioridade ainda mais se tornou após a discussão na especialidade".

Como segunda prioridade, Leão destacou a recuperação da econonia portuguesa. "É fundamental assegurar a capacidade das empresas de se financiarem", disse. "O investimento público é outra ferramenta fundamental para a recuperação da economia".

"A proteção e criação do emprego é outras das grandes prioridades para 2021", continuou o ministro das Finanças, que espera que em 2021 a recuperação da economia permita reduzir a taxa de desemprego.

Também a "proteção do rendimento das famílias" foi outras das prioridade elencadas. "No contexto desta crise é fundamental o reforço da proteção social em particular para quem perdeu o emprego e o rendimento nesta crise pandémica", afirmou o governante.

No final, o ministro das Finanças reconheceu que o "debate na especialidade foi longo e intenso. Foram mais de 1500 propostas de alteração. Se muitas foram importantes para melhorar o orçamento, também é verdade que a forma como é conduzido o processo orçamental conduz a um leilão infindável de propostas de aumento de despesa e redução de receita que poderia colocar em causa o orçamento".

João Leão terminou a dizer que o "Governo tem enfrentado a crise com determinação e segurança. O interesse e estabilidade da vida dos portugueses deve estar acima de tudo". E essa responsabilidade, continuou, "exige um equilíbrio entre medidas permanentes e temporárias. Não virámos as costas ao país. Construimos soluções corajosas que o país precisa para enfrentar este momento. Estamos determinados a fazer um percurso de recuperação da economia que tanto sucesso teve na anterior crise. Já mostrámos que conseguimos fazer".
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