Economia
Ministros europeus tentam chegar a acordo sobre financiamento ao FMI
Os ministros das Finanças da União Europeia vão tentar, esta tarde, chegar a acordo sobre os empréstimos que cada país terá de fazer ao FMI para ajudar o Fundo a financiar os países endividados da Zona Euro. A reunião, que terá lugar por vídeo-conferência, deverá servir também para afinar o mecanismo do “pacto de rigor fiscal” que foi negociado durante a cimeira de líderes a 9 de dezembro e o sistema de votação que será utilizado nas decisões do fundo permanente de resgate da Zona Euro.
O objetivo deste reforço do Fundo Monetário Internacional é o de convencer os mercados financeiros, de que a Zona Euro terá à disposição fundos suficientes para, em caso de necessidade, resgatar países como a Itália ou a Espanha. No entanto, esta manobra está ainda longe de ter sucesso assegurado.
O pacote prevê 150 mil milhões de euros em empréstimos bilaterais que foram prometidos pelos bancos centrais da Zona Euro, e outros 50 mil milhões que devem ser contribuídos por países que estão fora da moeda única.
Escrever direito por linhas tortasNuma entrevista a uma rádio germânica, o ministro alemão das Finanças Wolfgang Schaeuble, confirmou que o que será discutido é “o financiamento geral dos recursos globais do FMI, e não o aumento indireto da contribuição dos Estados para os fundos de resgate através do Fundo Monetário.
Esta formulação hábil é uma maneira de evitar que surjam objeções por parte do Banco Central Alemão, o qual é contrário a qualquer financiamento direto aos Estados e já deixou claro que só aceitaria uma contribuição indireta, se outros países de fora da Europa também contribuíssem.
“Desde que a crise da dívida começou nalguns países da Zona Euro, no ano passado, que o FMI tem vindo a participar generosamente nas tentativas para estabilizar a Europa”, disse Schaeuble, “ se isto continuar, as verbas do FMI terão de ser reforçadas e a Europa já disse que está pronta a disponibilizar até 200 mil milhões de euros para reforçar o financiamento geral do FMI”.
EUA recusam-se a contribuirSchaeuble acrescentou que a Grã-Bretanha se comprometeu também a fazer uma contribuição para o Fundo e que, embora a China não tenha clarificado a sua postura, “não mencionou nenhuma posição em contrário”.
Já no que respeita aos Estados Unidos, Schaeuble não vê hipóteses de que contribuam mais para o fundo.
“Washington não pode fazer empréstimos bilaterais ao FMI sem a aprovação do Congresso, é assim que se fazem as coisas nos EUA, e não há qualquer hipótese de que isso venha a suceder. O Governo americano já deixou isso claro”, afirmou.
Com efeito a casa Branca declarou na passada sexta-feira que o Fundo Monetário Internacional já dispunha de “recursos substanciais” para lidar com a crise na Zona Euro e afirmou que os contribuintes americanos não seriam chamados a pagar mais.
Dúvidas em torno da participação britânica Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, os ministros europeus das Finanças vão pedir esta tarde a Grã-Bretanha uma contribuição de 30,9 mil milhões para o pacote que visa reforçar os recursos do FMI. No caso de aceitar, isso tornaria o Reino Unido no segundo maior contribuinte para aquele fundo, a par da França e depois da Alemanha.
No entanto o sim dos britânicos está longe de garantido. Em Londres um porta-voz do primeiro-ministro desmentiu, sexta-feira, as notícias de que o Governo já se tinha comprometido com aquele valor.
“Não acordamos um aumento dos recursos bilaterais na semana passada” disse o porta-voz, salientando que “a Grã-Bretanha deixou muito claro nesse encontro que não contribuiria para esse fundo de 200 mil milhões de euros.
O pacote prevê 150 mil milhões de euros em empréstimos bilaterais que foram prometidos pelos bancos centrais da Zona Euro, e outros 50 mil milhões que devem ser contribuídos por países que estão fora da moeda única.
Escrever direito por linhas tortasNuma entrevista a uma rádio germânica, o ministro alemão das Finanças Wolfgang Schaeuble, confirmou que o que será discutido é “o financiamento geral dos recursos globais do FMI, e não o aumento indireto da contribuição dos Estados para os fundos de resgate através do Fundo Monetário.
Esta formulação hábil é uma maneira de evitar que surjam objeções por parte do Banco Central Alemão, o qual é contrário a qualquer financiamento direto aos Estados e já deixou claro que só aceitaria uma contribuição indireta, se outros países de fora da Europa também contribuíssem.
“Desde que a crise da dívida começou nalguns países da Zona Euro, no ano passado, que o FMI tem vindo a participar generosamente nas tentativas para estabilizar a Europa”, disse Schaeuble, “ se isto continuar, as verbas do FMI terão de ser reforçadas e a Europa já disse que está pronta a disponibilizar até 200 mil milhões de euros para reforçar o financiamento geral do FMI”.
EUA recusam-se a contribuirSchaeuble acrescentou que a Grã-Bretanha se comprometeu também a fazer uma contribuição para o Fundo e que, embora a China não tenha clarificado a sua postura, “não mencionou nenhuma posição em contrário”.
Já no que respeita aos Estados Unidos, Schaeuble não vê hipóteses de que contribuam mais para o fundo.
“Washington não pode fazer empréstimos bilaterais ao FMI sem a aprovação do Congresso, é assim que se fazem as coisas nos EUA, e não há qualquer hipótese de que isso venha a suceder. O Governo americano já deixou isso claro”, afirmou.
Com efeito a casa Branca declarou na passada sexta-feira que o Fundo Monetário Internacional já dispunha de “recursos substanciais” para lidar com a crise na Zona Euro e afirmou que os contribuintes americanos não seriam chamados a pagar mais.
Dúvidas em torno da participação britânica Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, os ministros europeus das Finanças vão pedir esta tarde a Grã-Bretanha uma contribuição de 30,9 mil milhões para o pacote que visa reforçar os recursos do FMI. No caso de aceitar, isso tornaria o Reino Unido no segundo maior contribuinte para aquele fundo, a par da França e depois da Alemanha.
No entanto o sim dos britânicos está longe de garantido. Em Londres um porta-voz do primeiro-ministro desmentiu, sexta-feira, as notícias de que o Governo já se tinha comprometido com aquele valor.
“Não acordamos um aumento dos recursos bilaterais na semana passada” disse o porta-voz, salientando que “a Grã-Bretanha deixou muito claro nesse encontro que não contribuiria para esse fundo de 200 mil milhões de euros.