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Os danos e a evolução do estado do tempo

Miranda do Corvo com prejuízos acima de seis milhões de euros

Miranda do Corvo com prejuízos acima de seis milhões de euros

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo estimou hoje que os prejuízos no concelho ultrapassem os seis milhões de euros devido ao mau tempo.

Lusa /

"Os danos não param de aumentar. Todos os dias estamos a ter danos cada vez mais graves", afirmou José Miguel Ramos Ferreira à agência Lusa, no final da reunião do executivo municipal.

O autarca notou que "há várias vias no município que, pura e simplesmente, desapareceram" e que eram "fundamentais para a ligação entre os lugares", sendo que, noutros locais, nas vias existentes, "há taludes a cair" à sua volta.

Mostrou-se, por isso, "muito preocupado" com o nível de prejuízos do concelho.

"Julgo que estaremos a ultrapassar os seis milhões de euros [em prejuízos]", salientou.

De acordo com José Miguel Ramos Ferreira, a tempestade Kristin afetou equipamentos e infraestruturas, como o pavilhão gimnodesportivo, a incubadora de empresas, pavilhões de coletividades e a Igreja, e criou "muita despesa" associada a sinalização vertical e "alguns problemas nas estradas".

"Depois da [depressão] Kristin, a chuva sucessiva em terrenos muito saturados está a multiplicar-se em danos muito maiores", disse, apontando os danos nos taludes e nas vias "com uma dimensão muito superior" aos que tinham inicialmente.

"Nós, no distrito de Coimbra, inicialmente, já fomos um dos cinco concelhos mais afetados pela Kristin. Estamos a ser duplamente fustigados e é um nível que é incomportável para o nosso orçamento municipal", concluiu.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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