Montenegro admite "pequenos défices" mas com finanças públicas equilibradas
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal poderá registar "pequenos défices" em consequência do volume dos investimentos necessários para responder aos efeitos das tempestades, mas garantiu que as finanças públicas nacionais vão continuar equilibradas.
Esta posição foi transmitida por Luís Montenegro em resposta a uma intervenção do líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, na parte final do debate quinzenal na Assembleia da República.
De acordo com a tese apresentada pelo primeiro-ministro, em 2024 e 2025 Portugal criou "resiliência económica e financeira para poder agora garantir que o Estado está em condições de adotar apoios extraordinários, de um volume de investimento que não estava inicialmente previsto", para fazer face à devastação provocada pelas tempestades em território continental nacional.
Ao mesmo tempo, segundo Luís Montenegro, em termos macroeconómicos, o país está em condições de "pugnar por finanças públicas equilibradas".
"Estou convencido que podemos ter este plano [de investimentos] e compaginar isto com finanças públicas equilibradas. E, se algum dia significar pequenos défices, serão, ainda assim, finanças públicas equilibradas à luz daquilo que são as nossas responsabilidades relativamente à Europa e aos nossos parceiros", sustentou.