Montenegro diz que acordo comercial reforça autonomia estratégica da UE
O primeiro-ministro considerou hoje que a aprovação do acordo comercial com quatro países do Mercosul constitui um passo essencial para reforçar a autonomia estratégica da União Europeia (UE) e aumentar os mercados de exportação das empresas.
"Congratulo-me com esta decisão há muito defendida por Portugal e que contou com o nosso apoio ativo", escreveu Luís Montenegro na rede social X, lembrando que as negociações entre as partes levaram cerca de 25 anos.
Segundo o chefe do Governo português, este acordo representa um "passo essencial" para reforçar a autonomia estratégica da UE, aumentar os mercados de exportação para as empresas e afirmar a Europa como um "bloco comercial forte e atrativo".
"Contamos agora com o apoio" do parlamento europeu para reforçar a economia europeia e a "voz da União num mundo em rápida mudança", salientou o primeiro-ministro.
Para o acordo comercial UE-Mercosul ser ratificado precisava de ser aprovado por uma maioria qualificada dos 27 Estados-membros da UE que fosse simultaneamente representativa de mais de 65% da população europeia total, o que aconteceu na votação realizada hoje.
O acordo comercial celebrado pela União Europeia com os países do Mercosul será assinado no Paraguai a 17 de janeiro, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno.
Este acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores, e permitirá aos europeus exportar mais veículos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a América do Sul.
No sentido oposto, facilitará a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja.