Moody`s corta rating da operadora brasileira Oi, que se mantém como "lixo"
Lisboa, 01 mar (Lusa) - A agência de notação financeira Moody`s reviu hoje em baixa o `rating` da empresa de telecomunicações brasileira Oi, de "Ba3" para "Caa1", mantendo-o como investimento especulativo, segundo um comunicado hoje enviado ao mercado.
A informação avançada pela `holding` portuguesa Pharol, acionista da Oi, refere que a Moody`s baixou o risco de crédito de longo prazo em quatro níveis, de "Ba3" para "Caa1", continuando em investimento especulativo ("lixo"), e manteve a perspetiva "negativa", pelo que poderá haver novos cortes em breve.
Na sexta-feira, as agências de notação financeira Standard & Poor`s e Fitch baixaram igualmente o `rating` de longo prazo da brasileira Oi.
A informação também foi então avançada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pela empresa portuguesa Pharol, a antiga PT SGPS, que detém 27,5% da operadora Oi, entre participação direta e indireta.
A Standard & Poor`s baixou o `rating` atribuído à operadora brasileira em um nível, de `BB-` para `B+`, enquanto a Fitch diminuiu em três níveis, de `BB` para `B`.
Nos três casos, os `ratings` atribuídos estão fora do grau de investimento (ou seja, são considerado investimento especulativo ou `lixo`), sendo que poderão ainda voltar a ser cortados, uma vez que a perspetiva atribuída pelas agências de `rating` é "negativa".
Na semana passada foi conhecido que a operadora italiana TIM informou o fundo russo LetterOne Technology de que não pretende aprofundar as negociações com a Oi com vista a uma fusão dos ativos.