MPlastic dá "forma" a todas as ideias para embalagens a partir de Vagos

A MPlastic, do Grupo MSTN, dá "forma" a todas as ideias para embalagens destinadas especialmente aos ramos da detergência e alimentar, tendo uma capacidade de produção de 10 mil unidades por hora, revelou hoje o responsável pela empresa.

Lusa /

Em declarações à agência Lusa, o diretor geral da MPlastic, Ricardo Neto, explicou que a MPlastic nasceu da necessidade de expansão do setor de produção de embalagens da Mistolin.

"Decidimos apostar, a partir de 2017, no ramo da embalagem, um mercado que em Portugal estava antiquado e ultrapassado. O investimento na MPlastic foi feito a pensar na produção de embalagens para fornecer as fábricas Mistolin, mas também para dar resposta a outros clientes", destacou.

Em 2021, a MPlastic realizou um investimento de três milhões de euros, que contou com fundos comunitários, e que permitiu alargar e modernizar as instalações da fábrica, com sede na Zona Industrial de Vagos, a poucos metros da Mistolin.

"Em nenhum momento parámos a produção, foi algo progressivo e alargado no espaço de tempo. A nossa capacidade de produção atual ronda as 10 mil unidades por hora, enquanto em 2017 eram produzidas 3.500 por hora", referiu.

De acordo com Ricardo Neto, o investimento permitiu também "alargar brutalmente as volumetrias" que hoje têm e que permitem que possam produzir embalagens desde os 100 mililitros até aos 30 litros de volume.

Para além de produzirem as embalagens para as empresas de todo o universo do Grupo MSTN, na MPlastic "todas as ideias ganham forma".

Este é o lema que têm afixado num dos seus corredores e uma das vertentes em que estão a apostar.

"Temos clientes que consomem embalagens convencionais, em grande quantidade, sendo a Espanha o nosso principal mercado deste tipo. Mas também temos clientes que procuram um produto específico, diferente, com design inovador, bem como clientes que não procuram propriamente uma embalagem, mas a nossa tecnologia de sopro para fazer componentes para outra indústria", informou.

Apesar da MPlastic estar a trabalhar em pleno, o investimento nesta unidade continua e está a ser terminado o armazém de logística e o `layout` da parte produtiva.

"Estamos ainda a fazer um laboratório para testar embalagens. A curto prazo, vamos também realizar um investimento a pensar na eficiência energética e na eficiência produtiva", revelou.

No universo de produtos que a Mplastic produz atualmente, estão algumas embalagens diferenciadoras, como é o caso da embalagem 850ml da EcoX, vencedora de prémio ecodesign, feita a partir de 50% de plástico reciclado.

"Para além de ser reutilizada, tem ainda a particularidade de a garrafa poder ter múltiplos tipos de utilização", evidenciou.

Distinguiu-se ainda ao ser parceiro, com a Universidade do Minho e a Fundação Mirpuri, na produção da primeira garrafa 100% biodegradável produzida em Portugal.

Feita à base de algas, esta garrafa, se cair no mar, pode servir de alimento aos peixes.

A MPlastic, que tem uma área de implantação de 4.000 metros quadrados, tem capacidade de produção de 30 milhões de garrafas por ano.

A faturação em 2021 foi de três milhões de euros, que representa um crescimento de cerca de 17% em relação a 2020.

Para 2022 prevê "um crescimento superior a 10%, fruto de alguns projetos iniciados em 2021 e que este ano estão em velocidade cruzeiro".

 

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