Município de Sobral de Monte Agraço declara prejuízo de 4,5 milhões de euros

Município de Sobral de Monte Agraço declara prejuízo de 4,5 milhões de euros

A Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço declarou um prejuízo de 4,5 milhões de euros (ME) relativo aos estragos provocados pelo mau tempo das últimas semanas no concelho, disse hoje a sua presidente.

Lusa /

Raquel Soares Lourenço afirmou à agência Lusa que o prejuízo reportado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) é de cerca de 4,5 milhões de euros, tendo sido estimada uma necessidade de investimento de 3 ME na renovação e modernização da rede de abastecimento de água em alta e em baixa, depois de se terem verificado estragos em condutas que provocaram roturas e falta de água no concelho.

"São infraestruturas que precisam desse investimento", sublinhou.

Outros 1,5 milhões de euros são necessários para reparar a rede viária deste concelho do distrito de Lisboa.

Sobral de Monte Agraço foi hoje um dos 22 concelhos aos quais o Governo alargou a situação de calamidade decretada para as zonas afetadas pelo mau tempo.

"Esta integração representa o reconhecimento do Governo face à realidade da situação e revela que o município reportou os danos desde a primeira hora", reagiu a autarca.

Os 22 concelhos são Alcoutim, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Anadia, Arganil, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Baião, Benavente, Cartaxo, Castelo de Paiva, Chamusca, Coruche, Faro, Mafra, Monchique, Mortágua, Oliveira do Hospital, Salvaterra de Magos, Sobral de Monte Agraço e Tábua.

No diploma, o Governo relembra que durante os meses de janeiro e fevereiro o território continental foi "sucessivamente afetado por vários fenómenos meteorológicos intensos e anómalos, que resultaram num cenário de precipitação persistente e com implicações profundas na estabilidade das regiões afetadas".

A situação de calamidade é o mais grave de três estados e, de acordo com a legislação, "pode ser declarada quando, face à ocorrência ou perigo de ocorrência de acidente grave e/ou de catástrofe, e à sua previsível intensidade, se reconhece a necessidade de adotar medidas de caráter excecional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos".

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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