Economia
"Não há turismo a mais". Ministro da Economia rejeita dependência do setor e abre espaço a mais crescimento
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, rejeitou esta quinta-feira, a ideia de que Portugal enfrenta um excesso de turismo ou uma dependência excessiva do setor, defendendo que o país "ainda tem espaço para crescer".
“Eu faço parte do grupo dos que defendem que não há turismo a mais, de maneira nenhuma. O turismo ainda tem espaço para crescer”, afirmou o ministro da Economia à margem da 36.ª edição da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que decorre na FIL, em Lisboa.
Apesar da convicção no potencial de expansão, Castro Almeida reconhece que podem existir situações pontuais de sobrecarga, nomeadamente em Lisboa e no Porto, em especial nas zonas históricas e na baixa, segundo a agência Lusa.
“Não nego que numa ou outra zona do país, numa ou outra semana do ano, possam ter uma sobrecarga excessiva de turistas. Mas isso são exceções”, sublinhou o ministro.
Na sua visão, “na generalidade do país e na generalidade do ano, há ainda o potencial grande de crescimento do turismo. Queremos mais”. Mais do que aumentar o número de visitantes, o Castro Almeida defende uma estratégia centrada na qualificação e valorização da oferta turística.
“Mais importante do que ter mais turistas é ter mais faturação, mais valor acrescentado, porque, no fim do dia, o que eu quero é que quem trabalha no turismo e que quem trabalha para o turismo possa ter melhores rendimentos”, explicou.
“Esse é que é o interesse final. E é por aí que se mede, digamos, a mais-valia do setor turístico”, acrescentou o ministro da Economia e Coesão Territorial.
A limitação da capacidade do principal aeroporto do país é um dos constrangimentos reconhecidos. Ainda assim, o governante aponta para o futuro. “Vamos ter um aeroporto a pensar nisso também”, afirmou, referindo-se ao projeto da nova infraestrutura aeroportuária em Alcochete.
“O turismo pode crescer também em número de turistas, mas, sobretudo, temos que valorizar mais, aumentar o valor do produto turístico para que, no fim do dia, quem trabalha no turismo, sejam empresários, sejam trabalhadores, possam aumentar os seus rendimentos. Esse é o caminho certo. (...) Qualificar o turismo, aumentar, acrescentar valor àquilo que se oferece ao turista que nos visita.”
O turismo nacional “não é artificial”
As receitas turísticas em Portugal atingiram 29,131 milhões de euros em 2025, segundo dados do Banco de Portugal, consolidando o setor como um dos principais motores da economia nacional. CAIXA
Questionado sobre os alertas de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) a uma eventual dependência excessiva do turismo, Castro Almeida foi categórico: “Não, não concordo nada com isso, porque Portugal é um bom produto turístico”, segundo a agência Lusa.
“O turismo em termos mundiais vai crescer e Portugal pode estar na linha da frente desse crescimento porque tem um bom produto para apresentar”, acrescentou.
Segundo o ministro, o crescimento do turismo nacional “não é artificial”, estando sustentado em “qualidades intrínsecas” do país que “atraem naturalmente mais turistas”.
A BTL é a maior feira de turismo do país e arrancou na passada quarta-feira, estimando ultrapassar os 82 mil visitantes registados em 2025. Também o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, apontou para “perspetivas positivas” para este verão, garantindo que o Governo está a trabalhar para evitar o regresso de constrangimentos nos aeroportos.
Apesar da convicção no potencial de expansão, Castro Almeida reconhece que podem existir situações pontuais de sobrecarga, nomeadamente em Lisboa e no Porto, em especial nas zonas históricas e na baixa, segundo a agência Lusa.
“Não nego que numa ou outra zona do país, numa ou outra semana do ano, possam ter uma sobrecarga excessiva de turistas. Mas isso são exceções”, sublinhou o ministro.
Na sua visão, “na generalidade do país e na generalidade do ano, há ainda o potencial grande de crescimento do turismo. Queremos mais”. Mais do que aumentar o número de visitantes, o Castro Almeida defende uma estratégia centrada na qualificação e valorização da oferta turística.
“Mais importante do que ter mais turistas é ter mais faturação, mais valor acrescentado, porque, no fim do dia, o que eu quero é que quem trabalha no turismo e que quem trabalha para o turismo possa ter melhores rendimentos”, explicou.
“Esse é que é o interesse final. E é por aí que se mede, digamos, a mais-valia do setor turístico”, acrescentou o ministro da Economia e Coesão Territorial.
A limitação da capacidade do principal aeroporto do país é um dos constrangimentos reconhecidos. Ainda assim, o governante aponta para o futuro. “Vamos ter um aeroporto a pensar nisso também”, afirmou, referindo-se ao projeto da nova infraestrutura aeroportuária em Alcochete.
“O turismo pode crescer também em número de turistas, mas, sobretudo, temos que valorizar mais, aumentar o valor do produto turístico para que, no fim do dia, quem trabalha no turismo, sejam empresários, sejam trabalhadores, possam aumentar os seus rendimentos. Esse é o caminho certo. (...) Qualificar o turismo, aumentar, acrescentar valor àquilo que se oferece ao turista que nos visita.”
O turismo nacional “não é artificial”
As receitas turísticas em Portugal atingiram 29,131 milhões de euros em 2025, segundo dados do Banco de Portugal, consolidando o setor como um dos principais motores da economia nacional. CAIXA
Questionado sobre os alertas de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) a uma eventual dependência excessiva do turismo, Castro Almeida foi categórico: “Não, não concordo nada com isso, porque Portugal é um bom produto turístico”, segundo a agência Lusa.
“O turismo em termos mundiais vai crescer e Portugal pode estar na linha da frente desse crescimento porque tem um bom produto para apresentar”, acrescentou.
Segundo o ministro, o crescimento do turismo nacional “não é artificial”, estando sustentado em “qualidades intrínsecas” do país que “atraem naturalmente mais turistas”.
A BTL é a maior feira de turismo do país e arrancou na passada quarta-feira, estimando ultrapassar os 82 mil visitantes registados em 2025. Também o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, apontou para “perspetivas positivas” para este verão, garantindo que o Governo está a trabalhar para evitar o regresso de constrangimentos nos aeroportos.