EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

"Não me surpreende". Ministra acusa CGTP de não colaborar na negociação da lei laboral

"Não me surpreende". Ministra acusa CGTP de não colaborar na negociação da lei laboral

Questionada sobre como interpreta a posição da CGTP ao longo do processo, a ministra do Trabalho disse não estar surpreendida. Maria do Rosário Palma Ramalho afirma ter esperança que UGT aprove as alterações e garante que, se não houver acordo, o Governo vai "aproveitar os contributos que considere úteis".

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: António Pedro Santos - Lusa

A ministra do Trabalho disse esta terça-feira não estar surpreendida com a posição da CGTP ao longo do processo de negociação do pacote laboral, acusando a intersindical de se ter autoexcluído “desde a primeira meia hora”.

Não me surpreende, porque a CGTP – que é, aliás, muito colaborante noutros dossiers (…) – noutros dossiers na verdade não é colaborante, e foi o caso aqui”, afirmou Maria do Rosário Palma Ramalho.

A CGTP “desde a primeira meia hora autoexclui-se do processo negocial, dizendo que aquilo é para rasgar, portanto foi consequente ao longo destes meses com essa primeira indicação”, vincou.

“O sinal claro que vamos ter até sexta-feira, para já, é o da UGT. E proximamente passará o projeto para o Parlamento”, assegurou a ministra aos jornalistas.

Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou ainda que, em caso de acordo com a UGT, na proposta de lei “será transposto fielmente o conteúdo” desse acordo.

Se não houver acordo, o Governo aproveitará, dos muitos contributos que teve, aqueles que considere úteis. Alguns desses contributos vieram da nossa negociação, outros vieram da sociedade civil, de associações diversas”, exemplificou.

A ministra do Trabalho disse ainda confiar que a UGT "saberá honrar a tradição de diálogo, reformismo, compromisso com o país e empenho que trabalhadores portugueses tenham melhores condições".

"É nisto que a UGT se tem distinguido de outras visões que apenas oferecem o bloqueio como alternativa a mudança", declarou.

Maria do Rosário Palma Ramalho acrescentou que "o Governo esteve sempre de boa-fé, fez inúmeras aproximações às posições de outros parceiros, como as confederações patronais também o fizeram".
PUB