Nas comunicações móveis Coimbra vai monitorizar emissões electromagnéticas

O presidente do Instituto de Telecomunicações (IC), Luís Correia, disse hoje que a monitorização das emissões electromagnéticas dos sistemas de comunicações móveis deverá "acabar com o alarmismo infundado" das populações.

Agência LUSA /

Luís Correia intervinha na Câmara de Coimbra, numa cerimónia em que foi assinado um protocolo para a instalação no concelho de uma rede de monitorização remota de campos electromagnéticos.

Além da autarquia e do IC, o protocolo envolve os três operadores nacionais de telecomunicações móveis - Optimus, TMN e Vodafone -, cujos responsáveis assinaram também o acordo, no âmbito do projecto "monIT".

Desenvolvido pelo Instituto de Telecomunicações, com apoio daquelas empresas, o projecto visa disponibilizar ao público dados sobre os níveis de exposição a campos electromagnéticos, em especial os que resultam da actividade das antenas de comunicações.

O presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, citou o título de um livro do antigo presidente da Assembleia da República Almeida Santos para sublinhar a importância da rede de monitorização para os habitantes no concelho.

"Por favor, preocupem-se" é o título do livro citado por Carlos Encarnação, para quem o alarmismo das pessoas, face aos alegados efeitos nocivos das antenas de telecomunicações para a saúde pública, "advém do desconhecimento".

Segundo o autarca, o sistema de monitorização das radiações, a alargar a todo o país, contribuirá "para que haja um sentimento de tranquilidade das populações".

"As medições são efectuadas por uma entidade independente, são devidamente publicitadas e acessíveis a toda a gente", acrescentou.

Além da divulgação dos resultados da monitorização permanente, em diversos locais públicos do país, e de informação técnica específica, o projecto "monIT" disponibiliza no seu "site" "informação rigorosa e diversificada" sobre a exposição às emissões das redes de comunicações móveis.

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