Nobel da Economia elogia decisão de Chávez de criar banco sul-americano

O Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz disse na quarta-feira em Caracas que a decisão do Presidente venezuelano, Hugo Chávez, de criar um banco regional de empréstimos será benéfica para a América do Sul.

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O antigo economista do Banco Mundial disse que o Banco do Sul, a ser fundado no mês que vem em Caracas, é uma iniciativa importante destinada a ajudar ao desenvolvimento da América Latina.

"É uma boa coisa haver concorrência na maioria dos mercados, incluindo o mercado do empréstimo para o desenvolvimento", disse o economista norte-americano aos jornalistas durante um fórum económico.

Stiglitz disse que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional tendem a impor muitas condições que "entravam um efectivo desenvolvimento".

"Uma das vantagens de haver um Banco do Sul é que ele deverá reflectir as perspectivas dos que são do Sul", disse Stiglitz, que se encontrou com Chávez.

O Presidente venezuelano lançou a ideia, apoiada por um grupo de governos sul-americanos, como um contrapeso à influência dos Estados Unidos e como uma via para a região para traçar o seu próprio rumo.

Stiglitz, que venceu o Prémio Nobel da Economia em 2001, criticou também os acordos comerciais dos Estados Unidos com a Colômbia e outros países.

"Isso está a minar a cooperação andina e faz parte da estratégia americana de dividir para conquistar, uma estratégia para tentar conseguir o máximo de lucros para as empresas americanas, deixando pouco para os países em desenvolvimento", disse.


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