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Nova escalada na guerra comercial custará mais de um ponto do PIB mundial diz OCDE

Nova escalada na guerra comercial custará mais de um ponto do PIB mundial diz OCDE

Um novo aumento das tarifas dos EUA de mais dez pontos percentuais custará à economia mundial mais de um ponto do Produto Interno Bruto (PIB) após dois anos e até 1,6 pontos aos EUA, segundo a OCDE.

Lusa /
Carlos Barria - Reuters

O economista-chefe da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), Álvaro Pereira, divulgou hoje estes números, durante a apresentação à imprensa do relatório "Outlook", que reduz quase totalmente as expectativas para os países membros da organização e os grandes países emergentes.

O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, reforçou o aviso, salientando que, mesmo com a revisão em baixa das expectativas, "existem riscos significativos" de que o resultado final possa ser pior "devido à incerteza política".

Cormann, que evitou referir-se diretamente a Donald Trump como a causa desta situação devido à guerra comercial que lançou desde que chegou à Casa Branca em janeiro, especificou que num cenário de um aumento adicional de 10 pontos nas tarifas dos EUA, a OCDE no seu conjunto perderia 1,3 pontos do PIB ao fim de dois anos.

Os mais afetados seriam os Estados Unidos e os seus dois principais parceiros comerciais, o México e o Canadá.

De acordo com a OCDE, outros países latino-americanos cujo comércio exterior é altamente dependente do mercado norte-americano também estão entre as principais vítimas da guerra comercial de Trump: Chile, Colômbia e Costa Rica.

Um dos efeitos induzidos da escalada tarifária para os Estados Unidos é o recrudescimento da inflação que impedirá a Reserva Federal dos EUA de continuar a reduzir as taxas de juro, como Trump pretendia com as suas pressões.

Nesta situação, a principal recomendação de Cormann foi o "diálogo construtivo para a resolução das tensões comerciais".

No atual cenário de tais tensões, a OCDE reviu hoje em baixa as suas previsões para o comércio mundial.

Se, no primeiro trimestre deste ano, o comércio mundial recuperou, porque muitos industriais quiseram expedir os seus produtos antes de serem afetados pelas novas tarifas, a partir daí, a taxa de crescimento abrandará de pouco mais de 4% em 2024 para apenas 1,5% no início de 2026.

Isto é muito menos do que o aumento de 3,5% que a OCDE tinha estimado no relatório de Perspetivas em dezembro passado.

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