Nova Iorque limita número de veículos da Uber

| Economia

Em Nova Iorque circulam cerca de 80 mil viaturas de serviços como a Uber e a Lyft
|

A cidade de Nova Iorque aprovou esta semana um projeto-lei que pretende reduzir o número de novas licenças de viaturas da Uber. Outras empresas semelhantes, como a Lyft, também são contempladas.

O projeto-lei aprovado em Nova Iorque visa congelar durante um ano a emissão de novas licenças para veículos da Uber, bem como para outras empresas que operam de forma semelhante. Para além disso, pretende-se garantir o pagamento mínimo de 17,22 dólares por hora (cerca de 14 euros) aos taxistas.

A medida surge numa altura em que circulam na cidade 80 mil viaturas de serviços baseados em aplicações, como a Uber e a Lyft. Por oposição, existem 13-500 táxis nova-iorquinos licenciados.

Neste contexto, o objetivo do projeto-lei passa por melhorar o tráfego em Nova Iorque. O próprio mayor da cidade, Bill de Blasio, apoiou a medida, afirmando que esta ajudaria a “parar o fluxo de carros” que causava congestão na cidade.

A Uber já se manifestou. “A pausa de 12 meses para licenciar novos veículos irá ameaçar um das poucas opções de transporte fiável/ de confiança, ao mesmo tempo que nada é feito para melhorar o metro ou aliviar o tráfego”, reagiu a empresa em comunicado.
Taxistas aplaudem diploma
Os taxistas dos conhecidos yellow cabs (táxis amarelos) mostraram o apoio ao projecto-lei, manifestando-se em frente à Comissão de Táxis e Limusinas (TLC). Vários seguraram cartazes com os nomes e as caras de seis taxistas que se suicidaram desde dezembro do ano passado.

Com o aumento da presença dos serviços da Uber e da Lyft na cidade, o valor comercial das placas necessárias para conduzir táxis em Nova Iorque baixou de um milhão (cerca de 861 mil euros) para menos de 200 mil dólares (cerca de 172 mil euros). Isto levou alguns dos proprietários destas placas à falência. Endividados, muitos decidiram suicidar-se.

Num dos seus tweets, o mayor de Nova Iorque remeteu para esta situação: “A nossa cidade está a confrontar diretamente uma crise que está a conduzir os trabalhadores nova-iorquinos à pobreza (…) O crescimento descontrolado de companhias de veículos baseadas em aplicações exigia ação – agora já a temos”.


No entanto, quem se opõe ao projeto-lei afirma que passará a ser mais difícil apanhar um táxi em Nova Iorque, argumentando que os serviços da Uber e da Lyft servem zonas onde os táxis normalmente não operam. É ainda defendido que os táxis tradicionais nem sempre disponibilizam serviços às comunidades negras e hispânicas.

A própria Lyft foi uma das vozes que ofereceu esse argumento, ao sustentar que o projeto-lei fará com que os nova-iorquinos voltem “a uma era onde se torna difícil apanhar um táxi, particularmente para as comunidades de cor e de bairros mais distantes”.

Tópicos:

Lyft, Uber, licença, projeto-lei, taxistas, táxis, Nova Iorque,

A informação mais vista

+ Em Foco

Raptos e assassínios de opositores em países estrangeiros, levados a cabo pelos serviços secretos, têm um longo historial.

Logo após a recuperação das armas roubadas, o ex-chefe do Estado-Maior do Exército proibiu a PJ de entrar na base de Santa Margarida.

    Toda a informação sobre a União Europeia é agora agregada em novos conteúdos de serviço público que podem ser seguidos na página RTP Europa.

      Um terramoto de magnitude 7,5 e um tsunami varreram a ilha de Celebes, causando a morte de pelo menos duas mil pessoas. A dimensão da catástrofe é detalhada nesta infografia.