Novabase superou pela 1.ª vez 100 milhões de euros em faturação fora de Portugal em 2015

Lisboa, 11 fev (Lusa) -- A Novabase superou pela primeira vez em 2015 os 100 milhões de euros de faturação fora de Portugal, acelerando na Europa e Estados Unidos, mas avançando "com mais cautela" nos mercados mais voláteis, como Angola e Moçambique.

Lusa /

"Faturamos 106 milhões de euros fora de Portugal em 2015", disse à Lusa o presidente da Novabase, Luís Salvado, depois de a tecnológica ter apresentado um lucro de 7,4 milhões de euros no ano passado, mais 139% face a 2014, e um aumento do volume de negócios de 5%, para 231,6 milhões de euros, "devido aos notáveis 22% de crescimento do negócio internacional".

O negócio fora de Portugal representa já 46% do total, sendo que só as operações na Europa cresceram 44%, representando mais de metade da atividade não doméstica, no conjunto do Reino Unido, Irlanda, Bélgica, Polónia, Turquia, Espanha, Holanda e Luxemburgo, entre outros.

Luís Salvado destaca "a aposta muito forte" no Reino Unido, na Irlanda e na Turquia, onde a empresa tem em curso diversos projetos.

No Reino Unido, a Novabase abriu inclusive, através da empresa Celfocus, um escritório no último trimestre de 2015 que irá permitir-lhe alargar o seu negócio na Europa.

Luís Salvado adiantou ainda que a Novabase alcançou "grandes sucessos" nos Estados Unidos, "com uma oferta para um dos maiores bancos do mundo" e um outro contrato com uma das maiores empresas alimentares a nível mundial, através de uma parceria com uma empresa holandesa.

"Estamos a assinar um contrato de investimento de um ano com o banco, resultado da nossa participação em feiras internacionais e processos comerciais", disse, sem acrescentar mais pormenores, apenas revelando ter "mais manifestações de interesse do mercado norte-americano".

"Isto mostra que somos competitivos fora de Portugal, em continentes diferentes e mercados sofisticados", reforçou.

A Novabase tem ainda operações em Angola e Moçambique e negócios na Argélia, Gana, África do Sul e Quénia, tendo ainda atividade internacional no Médio Oriente.

O caminho da internacionalização manterá este ano a sua trajetória, mas adaptada ao contexto específico dos diversos mercados onde opera e aos riscos da atual situação macroeconómica global.

"Vamos acelerar nos mercados mais estáveis e ter mais cautela nos mercados mais voláteis", disse Luís Salvado, referindo-se neste último ao caso a Angola e a Moçambique, por exemplo, aos quais a tecnológica pretende limitar a sua exposição, tendo em conta os riscos cambiais e a volatilidade.

Com estes ajustes, a Novabase pretende atingir este ano um volume de negócios acima dos 215 milhões de euros, dos quais mais de 45% na atividade internacional, e um EBITDA (lucros brutos) entre os 14 milhões de euros e os 17 milhões de euros.

Para trás ficou 2015, um ano que Luís Salvado definiu como "mais um passo, numa série histórica de vários anos, onde se vê a progressão ao nível da internacionalização e dos serviços".

 

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