Economia
Novidades e nostalgia na primeira Games Week de Lisboa
São dez mil metros quadrados de videojogos, interatividade e entretenimento. Consolas a perder de vista, com especial enfoque nas grandes novidades, mas também nos equipamentos do passado, que honram memórias e criam nostalgia. A história, o presente e o futuro próximo de uma indústria em crescimento, para ver até ao próximo domingo, no Parque das Nações.
À entrada, encontram-se fundamentalmente jovens. Muitos sabem exatamente aquilo que querem ver, mas sobretudo o que querem experimentar. São jogos novos, alguns dos quais só chegarão às lojas já no próximo ano, mas estão em antestreia na Lisboa Games Week.
As grandes empresas aproveitam a feira para apresentar as suas novidades e são um dos principais atrativos da feira, um pouco à semelhança do que se faz nas grandes feiras mundiais da indústria.
“Estamos aqui a apanhar o circuito mundial”, explica Pedro Silveira, membro da organização. Refere-se a grandes feiras como as que se realizam em Paris, Madrid ou Milão. A dimensão é diferente, mas o conceito é semelhante.
“A Lisboa Games Week é mais experimentação, são as grandes novidades, os grandes títulos e as antestreias para que as famílias possam experimentar”, refere Pedro Silveira, comparando com XL Party, um evento ligado aos videojogos que se realizou nos últimos anos. Durante três dias, centenas de jovens traziam os seus computadores e jogavam em rede entre eles. Agora, a história é bem diferente.

“Percebemos que o mercado estava a caminhar no sentido de se fazer algo ligado aos videojogos, mas num formato mais de exposição”, justifica o membro da organização. As grandes indústrias, os jogos que marcaram outras décadas mas também as empresas nacionais e o que poderá ser o futuro dos jogos marcam presença na FIL.
Nas grandes empresas, é a qualidade gráfica que salta à vista dos mais leigos. O realismo dos jogos, que ano após ano se aproximam mais da imagem real. São gráficos, histórias e marcas que fazem as delícias de um público cada vez mais exigente.
As novidades não se destinam só a este público. Mantém-se uma grande presença de formatos destinados a um público mais infantil, sobretudo quando se aproxima a época natalícia. “Há muito interesse por parte dos miúdos em ter uma consola, que continua a ser uma experiência única”, explica Filipe Marques, responsável de marketing da Playstation.
Mas quem fala em jogos para crianças, fala também na preocupação dos pais. Por isso mesmo, há ainda uma área consagrada à segurança na internet. “Queremos dar aos pais algumas ferramentas sobre como lidar com esta nova geração digital”, explica Pedro Silveira.
A feira apresenta ainda os jogos destinados a um público mais ocasional. Os modernos comandos de deteção de movimentos permitem maior interatividade e conseguem chegar a novos públicos. “É uma parte mais familiar, mais social, mais divertida”, explica Alexandre Mestre, gestor de produto da Xbox, a consola da Microsoft.

Mas não são só as consolas que marcam presença na feira, longe disso. Os simuladores de condução são uma das grandes atrações. “São carros como se fossem reais”, explica Carlos Barbosa, um dos promotores dos autódromos virtuais presentes no primeiro pavilhão da FIL. Garante que os utilizadores “sentem tudo a nível de físicas, mas o perigo não existe para eles”.
A mais avançada tecnologia de simulação, lado-a-lado com a nostalgia trazida pelas máquinas mais antigas. São máquinas de pinball, de árcade, mas também as consolas que surgiram há décadas atrás. Longe da alta definição, dos comandos revolucionários, mas que mostram os primórdios de uma indústria que, para muitos, proporcionou tardes e noites memoráveis.
Para os mais novos, os videojogos mais antigos representam quase o impensável. Um impensável que podem agora experimentar, em máquinas que se encontram num estado perfeito de conservação, inclusivamente máquinas feitas em Portugal durante o século XX.

A indústria portuguesa é, aliás, bastante destacada na Lisboa Games Week. São, na sua maioria, pequenas empresas portuguesas e start-ups que apresentam os seus projetos. Alguns ainda estão em fase de desenvolvimento, mas há muitos que já se encontram publicados e até disponíveis em consolas de renome.
Até ao próximo domingo, o pavilhão será ainda invadido por torneios de videojogos e por personagens do fantástico. Dezenas de pessoas vão participar nos desfiles de cosplay. Os cosplayers encarnam personagens dos videojogos, filmes ou da animação japonesa, com fatos feitos pelos próprios que deverão trazer cor e movimento ao pavilhão da FIL.
A organização espera chegar perto dos 50 mil visitantes nesta primeira edição da Lisboa Games Week e acredita que a feira regressará a Lisboa. Uma expedição ao mundo do entretimento e da interatividade para fazer até ao próximo domingo.
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As grandes empresas aproveitam a feira para apresentar as suas novidades e são um dos principais atrativos da feira, um pouco à semelhança do que se faz nas grandes feiras mundiais da indústria.
“Estamos aqui a apanhar o circuito mundial”, explica Pedro Silveira, membro da organização. Refere-se a grandes feiras como as que se realizam em Paris, Madrid ou Milão. A dimensão é diferente, mas o conceito é semelhante.
“A Lisboa Games Week é mais experimentação, são as grandes novidades, os grandes títulos e as antestreias para que as famílias possam experimentar”, refere Pedro Silveira, comparando com XL Party, um evento ligado aos videojogos que se realizou nos últimos anos. Durante três dias, centenas de jovens traziam os seus computadores e jogavam em rede entre eles. Agora, a história é bem diferente.
“Percebemos que o mercado estava a caminhar no sentido de se fazer algo ligado aos videojogos, mas num formato mais de exposição”, justifica o membro da organização. As grandes indústrias, os jogos que marcaram outras décadas mas também as empresas nacionais e o que poderá ser o futuro dos jogos marcam presença na FIL.
Nas grandes empresas, é a qualidade gráfica que salta à vista dos mais leigos. O realismo dos jogos, que ano após ano se aproximam mais da imagem real. São gráficos, histórias e marcas que fazem as delícias de um público cada vez mais exigente.
As novidades não se destinam só a este público. Mantém-se uma grande presença de formatos destinados a um público mais infantil, sobretudo quando se aproxima a época natalícia. “Há muito interesse por parte dos miúdos em ter uma consola, que continua a ser uma experiência única”, explica Filipe Marques, responsável de marketing da Playstation.
Mas quem fala em jogos para crianças, fala também na preocupação dos pais. Por isso mesmo, há ainda uma área consagrada à segurança na internet. “Queremos dar aos pais algumas ferramentas sobre como lidar com esta nova geração digital”, explica Pedro Silveira.
A feira apresenta ainda os jogos destinados a um público mais ocasional. Os modernos comandos de deteção de movimentos permitem maior interatividade e conseguem chegar a novos públicos. “É uma parte mais familiar, mais social, mais divertida”, explica Alexandre Mestre, gestor de produto da Xbox, a consola da Microsoft.
Mas não são só as consolas que marcam presença na feira, longe disso. Os simuladores de condução são uma das grandes atrações. “São carros como se fossem reais”, explica Carlos Barbosa, um dos promotores dos autódromos virtuais presentes no primeiro pavilhão da FIL. Garante que os utilizadores “sentem tudo a nível de físicas, mas o perigo não existe para eles”.
A mais avançada tecnologia de simulação, lado-a-lado com a nostalgia trazida pelas máquinas mais antigas. São máquinas de pinball, de árcade, mas também as consolas que surgiram há décadas atrás. Longe da alta definição, dos comandos revolucionários, mas que mostram os primórdios de uma indústria que, para muitos, proporcionou tardes e noites memoráveis.
Para os mais novos, os videojogos mais antigos representam quase o impensável. Um impensável que podem agora experimentar, em máquinas que se encontram num estado perfeito de conservação, inclusivamente máquinas feitas em Portugal durante o século XX.
A indústria portuguesa é, aliás, bastante destacada na Lisboa Games Week. São, na sua maioria, pequenas empresas portuguesas e start-ups que apresentam os seus projetos. Alguns ainda estão em fase de desenvolvimento, mas há muitos que já se encontram publicados e até disponíveis em consolas de renome.
Até ao próximo domingo, o pavilhão será ainda invadido por torneios de videojogos e por personagens do fantástico. Dezenas de pessoas vão participar nos desfiles de cosplay. Os cosplayers encarnam personagens dos videojogos, filmes ou da animação japonesa, com fatos feitos pelos próprios que deverão trazer cor e movimento ao pavilhão da FIL.
A organização espera chegar perto dos 50 mil visitantes nesta primeira edição da Lisboa Games Week e acredita que a feira regressará a Lisboa. Uma expedição ao mundo do entretimento e da interatividade para fazer até ao próximo domingo.