Novo Governo inglês aumenta impostos e corta na despesa

Governo britânico reequacionou as medidas de austeridade para reequilibrar as contas públicas entre as quais o aumento dos impostos e o corte na despesa pública. Em Espanha, a ministra da Economia não afasta a possibilidade de novo aumento de impostos em 2011.

RTP /
Gordon Osborne apresenta, como ministro das Finanças do novo governo de coligação entre conservadores e liberais, o novo Orçamento da Grã-Bretanha EPA

O recém nomeado ministro das Finanças do Governo de Sua Majestade, Gordon Osborne, anunciou na Câmara dos Comuns durante a apresentação do Orçamento de Estado, que vai aplicar uma taxa à banca, subir os impostos nos bens e serviços, congelar os salários no sector público e cortar os gastos com benefícios sociais.

"Este orçamento de emergência resolve decisivamente os problemas da dívida recorde do nosso país. Paga o passado e planeia o futuro", afirmou o responsável pela pasta das Finanças.

O plano de recuperação agora apresentado aos parlamentares "é duro mas também é justo".

Prevê até 2014/2015 um corte de 20,5 mil milhões de euros na despesa pública e permitirá, a acreditar no ministro, eliminar o défice estrutural das contas públicas.

"Estamos no caminho para reduzir o défice e ter um orçamento corrente equilibrado até ao final deste mandato - que termina dentro de cinco anos", prometeu.

"Os anos de dívida e de gasto tornaram estas medidas inevitáveis", justificou Osborne que apontou a subida do IVA para os 20% (actualmente na Grã-Bretanha o IVA é de 17,5%) a partir do próximo mês de Janeiro.

"Só a subida do IVA permitirá encaixar 15,7 mil milhões de euros em receitas extra" explicou referindo que a parte importante das medidas de redução do défice apontadas pelo executivo de David Cameron será o corte na despesa pública - 77% - e o restante será obtido através da subida dos impostos.

A Função Pública britânica vai ter os salários congelados nos próximos dois anos, e serão também cortados os subsídios sociais às crianças e à habitação.

"A verdade é que o país estava a viver acima das suas possibilidades quando a recessão chegou e, se não atacarmos os salários e as pensões, mais empregos serão perdidos", realçou.

O Governo reviu entretanto, em baixa as estimativas de crescimentos para o Reino Unido. Enquanto antes se previa um crescimento de 1,3% em 2010 agora prevê-se apenas 1,2% sendo que para 2011 se reduzem as estimativas dos 2,6% para os 2,3%.

Espanha não põe de parte aumento de impostos

Não é só a Grã-Bretanha que anunciou esta terça-feira um aumento de impostos para reduzir o défice público. Em Espanha, a ministra da Economia reafirmou o compromisso do governo espanhol de que reduzir o défice é a "primeira prioridade".
Para atingir essa meta que considera fundamental, a responsável pela pasta de economia do governo de José Luiz Zapatero não descarta eventuais subidas adicionais de impostos no ano de 2011.

Elena Salgado reafirmou a intenção do Governo de reduzir o défice das contas públicas para 6% do PIB no próximo ano e não afastou a possibilidade de novas medidas fiscais poderem vir a ser equacionadas no Orçamento de 2011.

Dentro desse esforço que é de todos como realçou Elena Salgado, haverá um esforço para que o sistema fiscal seja "mais equitativo" uma vez que, conforme realçou a responsável pela pasta da economia espanhola, quem tem mais terá de contribuir em maior medida.

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